Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 10/11/2020
A fuga de cérebros é um fenômeno que explica emigração de profissionais, os quais partem de seu país de origem para outros cujas oportunidades sejam favoráveis ao melhor desenvolvimento de seu trabalho. Tal fenômeno tem crescido assustadoramente no Brasil, fato que não apenas preocupa como também ratifica a falta de investimentos que sucateia a educação e, infelizmente, contribui para o retrocesso do país.
Em primeiro plano, sabe-se que a saída de estudiosos do Brasil em busca de melhores condições para dar segmento aos seus trabalhos baseia-se, principalmente, na precariedade de investimentos. No tocante a área de pesquisa, por exemplo, o sucateamento é ainda mais evidente haja vista a falta de equipamentos e verbas destinadas à este fim. Historicamente, as expedições Cruzadas rumo ao Oriente possibilitaram que os cidadãos europeus se deparassem com uma realidade totalmente nova em comparação com aquela a qual estavam acostumados no regime feudal europeu: realidade na qual o conhecimento e o desenvolvimento eram valorizados e difundidos. Analogamente, hoje, é compreensível que a diáspora de cérebros ocorra, visto que, ao comparar a realidade de países nos quais a ciência e o progresso são reconhecidos com a brasileira, deficitária e sucateada, fica evidente a predileção do profissional pela emigração.
Em contrapartida, se o cenário brasileiro no tocante ao incentivo ao conhecimento é negligente e desmotivador, países do exterior fomentam cada vez mais a doação de bolsas e programas de intercambio que despertam o interesse de jovens profissionais; segundo dados da BBC Brasil, a fuga de cérebro cresceu em 184% só em 2019. Esse cenário se constitui um desafio para que o governo brasileiro mantenha seus profissionais em campo, fato que reflete negativamente no progresso nacional já que este está intimamente ligado ao avanço das ciências, sejam sociais, biológicas ou tecnológicas e perder esses profissionais significa retroceder enquanto nação com repercussões negativas em todos os seus seguimentos.
Portanto, é dever do Governo Nacional, por meio do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicação) porque esta é a pasta responsável pela promoção do desenvolvimento científico, fomentar os investimentos para aquisição e valorização dos conhecimentos a fim de que os profissionais tenham um ambiente propício para o trabalho e não tenham mais a negligencia e o sucateamento do saber como o motivo para sair de sua pátria.