Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 16/11/2020

Em razão do cenário da Pandemia atual “Covid-19”, é notável a desvalorização da ciência, visto que, nos países mais desenvolvidos, a rede científica é sólida, com o intuito de produzir uma vacina para prevenir a doença. Comparando este contexto com o brasileiro, é visível a disparidade de prioridades no meio socioeconômico, considerando o cenário governamental em que o Estado busca a constante diminuição de gastos. Em consequência, a depreciação científica e tecnológica intensifica. Assim, essa problemática gera o aumento da fuga de cérebros no Brasil.

Primeiramente, é primordial destacar que tal situação é, portanto, reflexo do descaso das autoridades políticas e ocasiona prejuízos tanto à classe científica quanto à população em geral. Outrossim, é a baixa qualidade de educação da ciência nas escolas, afetando a formação do pensamento crítico e a estimulação do raciocínio científico. Levando-se em questão estes aspectos, a motivação infanto-juvenil para áreas de trabalho neste setor minimiza, gerando um declínio no número de pesquisadores no país. Nesse sentido, a soma de pesquisadores e cientistas brasileiros é ínfima, seja pela migração deles ou pelas consequências que esse fator acarreta para a educação nacional. Logo, urge a necessidade de mitigar essa entrave.

Por conseguinte, vale ressaltar que o Brasil se encontra na posição de país emergente, dependendo significativamente de pesquisas e inovações tecnológicas para alcançar o “status” de nação desenvolvida. Em razão desse fato, conforme a pesquisa feita pelo jornal Estadão, a cada 100,00 gastos pelo governo federal, 32 centavos são destinados para a ciência e tecnologia. Dessa forma, é fundamental que seja dada uma maior visibilidade às ciências, tendo em vista o número de benefícios que podem oferecer à sociedade.

Portanto, são necessárias medidas capazes de reduzir a problemática. Para tanto, os governos devem administrar uma maior parte do PIB do Estado para as universidades públicas, visto que elas coordenam grande parte das pesquisas realizadas no Brasil. Isto pode ser feito por meio de economistas que distribuirão o montante igualmente para cada instituto. Assim, os centros de pesquisas poderão investir em equipamentos de laboratório, aumentar a remuneração dos cientistas e investir na educação pública. Desse jeito, os investimentos poderão manter os cientistas no Brasil e até empregar pesquisadores estrangeiros para contribuir com a ciência brasileira. Em síntese, o país poderá alcançar o “status” de nação desenvolvida e diminuir a fuga de cérebros.