Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 10/11/2020
Em filmes hollywoodianos, é muito comum um dos personagens ser imigrante de um país emergente em busca de melhores condições na potência americana. Analogamente, muitos estudantes brasileiros competentes têm deixado o Brasil visto não somente à falta de assistência estatal para a educação e pesquisa, mas também pelo constante “complexo de vira-lata”, apontado pelo escritor Nelson Rodrigues, fato que prejudica o potencial “Iluminismo brasileiro”.
Nesse tocante, o País, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ocupou a sexagésima posição no ranking mundial de educação, fato que aponta em como o Brasil não vê o ensino como prioridade em gastos públicos. Sob essa óptica, com a falta de estruturas adequadas, livros de qualidade e baixos salários para professores, grande parte dos alunos logo se desmotivam, o que gera evasão escolar. Ademais, a juventude que consegue se formar no Brasil não vê um mercado promissor para ciência e pesquisas, diferentemente de países desenvolvidos, que recebem esses com várias proposta, como exemplo a história de cearenses trabalhando nas pesquisas da vacina da Covid-19 em Oxford, reportado no Jornal Globo. Visto isso, as consequências da negligência estatal em relação ao tema é a “fuga de cérebros” e a perpetuação da situação de sexagésimo no ranking de educação mundial.
Outrossim, vale salientar o Movimento Modernista Brasileiro em 1922, que serviu como gatilho para a apreciação da cultura do País, buscando autenticidade e deixando de lado valores europeus. Hodiernamente, os brasileiros têm nutrido o que o escritor Nelson Rodrigues chama de “complexo de vira-lata”, em que o povo não consegue valorizar seu próprio feitio, mas sim os de outros países. Paralelamente, as pesquisas brasileiras não têm incentivo estatal e muito menos popular, que está ocupada demais vislumbrada com a ignorância e aplaudindo descobertas de outras nações em detrimento da própria. Tais fatos desencadeiam na desmotivação de cientistas brasileiros, que vão buscar notoriedade em lugares que invistam em horas de estudos.
Assim, cabe ao Ministério da Educação, atrelado às secretarias municipais, promover mais investimentos para o ensino, por meio de emendas constitucionais, destinando o capital para os estados mais necessitados do Brasil, com o objetivo de motivar o estudo juvenil, permanência dos alunos e motivá-los a seguir um caminhos da ciência. Também, as mídias digitais devem divulgar feitios de pesquisas brasileiras em diversas áreas em redes sociais famosas, como o Instagram, com o fito de inspirar o País a sentir orgulho de seu povo e desconstruir o “complexo de vira-lata”, valorizando suas descobertas. Dessa maneira, o Brasil poderá viver, pela primeira vez, seu Iluminismo.