Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 31/10/2020
“Ordem e Progresso”: as palavras positivistas estampadas na bandeira do Brasil pouco refletem a realidade vivida pelo seu povo, principalmente no que tange à fuga de cérebros do país. Nessa conjuntura, pesquisadores brasileiros, a exemplo de biomédicos e sociólogos, têm deixado a nação em busca de melhores oportunidades de ascensão profissional. Sob essa perspectiva, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de brasileiros em fuga aumentou em mais de 100% apenas na última década. Por isso, é importante analisar que essa realidade se faz presente na sociedade em virtude da carência de investimento governamental e é prejudicial ao desenvolvimento nacional.
A princípio, ressalta-se o papel do Estado nesse cenário do Brasil. Nesse sentido, a partir de 2019, o Ministério da Economia (ME) passou a fazer cortes de verbas na área da educação, o que prejudicou não só bolsas estudantis, mas também o financiamento de pesquisas. Dessa maneira, a falta de investimento por parte do governo em instituições públicas contribui para a emigração dos cientistas, uma vez que esses indivíduos precisam sair do país à procura de melhores condições de estudos. Como prova disso, consoante a BBC Brasil, pesquisadores deixam o país todos os anos em busca um ambiente mais favorável à ciência. Isso posto, verifica-se a importância da aplicação finaneira.
Além disso, salienta-se o regresso que essa situação representa para a nação. Nesse contexto, o Brasil é considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) um país emergente, ou em desenvolvimento. Dessa forma, a evasão de profissionais brasileiros é um entrave para a evolução do país, haja vista que o impede de adquirir o “Know How”, conhecimento Técnico-Científico-Informacional, necessário. Como consequência disso, a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, uma das pesquisadoras brasileiras que deixou a nação, afirmou que a ciência brasileira está agonizante. À vista disso, explicita-se a importância de medidas governamentais para reverter esse cenário.
Em suma, a falta de aplicação monetária governamental colabora para a evasão de pesquisadores no país, situação essa que atrasa a evolução nacional. Logo, cabe ao Ministério da Educação, principal órgáo responsável pela educação do povo, por meio do investimento financeiro, proporcionar bolsas estudanits e financiamento de pesquisas às instituições de ensino, a fim de fornecer aos cientistas brasileiros melhores oportunidades de estudos. Ademais, ele deve, mediante veículos comunicativos de amplo alcance, como a televisão e as redes sociais, promover anúncios que incentivem a população a ingressar na carreira científica, com o fito de contribuir para o desenvolvimento da nação. Assim, com essas medidas, espera-se combater a fuga de cérebros e seus impoactos negativos no Brasil.