Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/11/2020
Ao passo que a crise econômica e educacional se estende no Brasil muitos profissionais na área de pesquisa científica optam por deixar o país e trabalhar fora,devido ao pouco investimento e valorização por parte do Governo Federal a esses pesquisadores, o que diminui o nível do Brasil nos rankings internacionais de desenvolvimento científico e inovador.
De acordo com o estudo realizado pela empresa JBJ Partners, mostrou que em quatro anos, de 2014 à 2018, o total de pessoas com curso superior ou pós-graduação que migraram do Brasil para os Estados Unidos pulou de 83% para 93%. Esse fenômeno chamado de fuga dos cérebros, significa emigração significativa de pessoas que levam sua qualificação especializada para outro país mais desenvolvido.
Primeiramente é possível perceber que a falta de atenção governamental brasileira para com o desenvolvimento científico do país exarceba a necessidade de uma mudança no sistema de investimento destinado aos profissionais da ciência. Nesse sentido, o Conselho Nacional de desenvolvimento científico e tecnológico(CNPq), agência vinculada ao Ministério da ciência e tecnologia(MCT), que tem como finalidade o fomento da pesquisa científica e tecnológica acabam sendo um dos pontos de partida para uma melhora no sistema científico do Brasil.
Verificamos que as palavras do escritor e poeta britânico Oscar Wilde “a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um ser humano ou nação” se encaixam na situação abordada, pois com a fuga de cérebros aumentando cada vez mais no Brasil pela desacreditação dos doutores e pesquisadores, é possível analisar que é o passo do progresso da nação brasileira e agora cabe aos poderes administrativos do Brasil promover essa melhora.
Afim de assolar o problema da fuga de cérebros no Brasil, o Governo Federal em conjunto com o CNPq e o MCT, podem promover maiores investimentos para os estudos científicos brasileiros por meio de verbas na educação, criar leis para melhorar os estudos dos pesquisadores, por exemplo pelos produtos vindos do exterior para estudo onde os três poderes (Executivo Legislativo e Judiciário), podem auxiliar em normas que agilizam nesses processos de produtos importados para pesquisas.
Ademais, a valorização pela educação e estudos científicos no Brasil devem ser incentivados e a UNESCO (Organização das Nações Unidas para educação ciência e cultura) por meio de campanhas, projetos com reconhecimento social e cultural podem aprimorar esse meio e cada vez mais enaltecer a educação e pesquisas científicas brasileiras.