Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 30/11/2020

O conceito geográfico “fuga de cérebros” remete à saída de mão de obra qualificada de um país para outro, em busca de melhores oportunidades laborais. No Brasil, esse fenômeno está crescendo, principalmente no ramo científico, o que é extremamente preocupante e representa um verdadeiro desafio a ser superado. Como principais motivos para o que ocorre, tem-se a falta de recursos que a área científica nacional está enfrentando e as oportunidades de emprego muito atrativas que outros países oferecem, por exemplo, os europeus e os Estados Unidos.

Primeiramente, é importante ressaltar que o sucateamento das áreas científicas já acontece há algum tempo no Brasil, não tendo ligação direta com a politicagem atual. Entretanto, é notável a influência que as decisões governamentais têm na produção de conteúdo científico, por exemplo, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, referência mundial, anunciou que pode suspender pesquisas em 2021 se corte de R$ 71 milhões for confirmado, segundo o portal de notícias G1. As consequências dessas decisões de restrição no orçamento não serão vistas agora, mas sim nas próximas décadas, com o atraso insuperável que o Brasil apresentará.

Tendo em vista esse contexto, é compreensível o porquê da diáspora de cérebros estar acontecendo. Enquanto o Brasil corta recursos da comunidade científica, outros países investem cada vez mais, pois, desde a evolução para o meio técnico-científico-informacional (por volta do século XX), inovação se tornou a diferença entre países ricos e países em desenvolvimento. Para reafirmar essa tese, pode-se citar a corrida espacial na Guerra Fria, ou mesmo a da vacina do novo coronavírus, em que as maiores potências do mundo estão disputando sobre quem consegue resultados melhores. Para que os países desenvolvidos garantam sua hegemonia, é essencial que eles continuem inovando e, infelizmente, países como o Brasil não percebem que essa é a forma mais eficaz de promover o avanço da nação.

Em suma, a diáspora de cérebros é uma preocupação no Brasil, pois o campo científico é pouco valorizado, diferentemente dos países desenvolvidos. Para reverter esse cenário, garantindo assim o avanço tecnológico e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida da população, cabe ao Governo Federal valorizar mais essa área, por meio do investimento monetário e da realização de simpósios. Esses eventos ocorrerão por todo o país e terão sede as universidades federais. Apenas assim, será incentivada a participação científica de jovens e será feita a diferença no panorama atual.