Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 13/11/2020
Considerando que o Artigo 218 da Constituição Federal de 1988 estabelece o desenvolvimento científico como prioritário, nota-se que esse dever não é plenamente efetuado, tendo em vista os sucessivos cortes de verbas que essa área vem recebendo no país, que leva cientistas e pesquisadores a irem embora ao buscar melhores condições para suas pesquisas.
Cabe em primeiro plano pontuar que, é explicito na sociedade brasileira a realização da seguinte frase “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.” (Confúcio), pois, nos últimos anos vem crescendo cada vez mais o número de cérebros indo para outros países e mesmo assim não acontece mudança alguma para que essa demandada pare de ocorrer, mais sim descaso e abandono dessa área do conhecimento brasileiro.
Deste modo, fica evidente que “O homem é o lobo do homem.” (Thomas Hobbes), já que muitas soluções de problemas encontrados no Brasil poderiam ser solucionadas nacionalmente, porém só é dado valor quando vem de fora e sendo “importado”. É hipocrisia de o governo deixar pesquisadores e cientistas a mercê de suas próprias sortes e terem que mudar de país para ter melhor rendimento em suas pesquisas, depois importar essas pesquisas já concluídas do exterior, que ao serem trazidas gerariam custos públicos e assim defasar ainda mais os gastos que poderiam ser evitados.
Portanto, tal reconhecimento é necessário do Governo Federal, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações ao fornecer melhores condições para pesquisadores brasileiros, a fim de ampliar e equipar seus laboratórios. Cabe também ao Ministério da Educação que incentive alunos a ingressarem no ramo científico fornecendo melhores bolsas e criando programas de reconhecimento para o aluno e professor que crie bons projetos. Enfim com tais medidas, se sentiriam satisfeitas tanto que a saída da inteligência humana por motivos sórdidos terminaria.