Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 18/12/2020
Em suas obras, Machado de Assis aponta ao leito como desde o século XVIII a elite brasileira se deslocava para a Europa em busca de educação de qualidade. Atualmente, as obras desse ilustre autor, com algumas adaptações, são um retrato fiel do Brasil contemporâneo. Nesse aspecto, faz se necessário analisar os dois entraves para a fuga de cérebros brasileiros: a desvalorização da ciência e o ultrapassado mercado de trabalho.
Em primeiro plano, deve-se explicitar o descaso governamental com a educação e como isso contribui para essa problemática. As constantes reduções do orçamento do Ministério da educação estão sendo refletido na qualificação profissional da população e da permanência, principalmente de cientistas no país visto que esses não possuem bolsas para desenvolver seus projetos. Tal fato, evidencia o real valor que o Governo Federal e sua população – que aceita essa situação em inercia- dão para a educação. Esse cenário, contribui para uma defasagem e desvalorização do fazer científico no território nacional resultando na migração de estudantes para o exterior.
Além disso, é valido pontuar a falta de oportunidade profissional na antiga colônia portuguesa. De acordo com dados do portal G1, houve um aumento de quase 40% de profissionais qualificados que se deslocaram para outro país em busca de emprego. Isso fica claro ao visualizar o panorama do mercado de trabalho brasileiro que seja pelo baixo esforço do Estado, seja pela prevalência da dependência da economia em outras áreas além da científica, possui poucas empresas no ramo tecnológico ou que precisem de pesquisadores.
Fica claro, portanto, que como instituição máxima, cabe ao governo atuar nesse problema. Os Ministérios da Educação e da Economia, em conjunto com empresas, devem criar uma plano nacional de desenvolvimento e apoio a ciência. Isso deve ser realizo por intermédio do deslocamento de verba para educação – desde o primário até a pós graduação- como também incentivo fiscal para empresas para que invistam em tecnologia usufruindo dos profissionais e estudantes das universitários. Além disso, a população deve cobrar de seus representes ações para amenizar essa questão. Somente assim, o Brasil irá se tonar um país em que a ciência e a educação são valorizadas e a fuga de cérebros ficará exclusiva das obras machadianas.