Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 15/11/2020

No filme “O homem que viu o infinito” o jovem matemático indiano chamado Ramanujan tem que emigrar para a Inglaterra para prosseguir com seus estudos e obter uma melhor qualidade de vida. Apesar de ser parcialmente verídico, o filme reflete a realidade de muitos pesquisadores brasileiros. Sendo assim, urge que medidas sejam tomadas para minimizar a fuga de cérebros no brasil, causada não só pela desimportância dada à ciência no país, como também pela busca por melhores condições de vida.

Em primeiro plano, vale salientar que a ciência é deixada de lado a décadas, seja pelos políticos ou pelas pessoas. Tal fato pode ser exemplificado pelo desastre do veículo lançador de satélites brasileiro, em 2003, que apesar da comoção popular após o ocorrido, vários cortes foram feitos no projeto até ser descontinuado, revelando que há real desinteresse da maior parte da população. Desse modo, não se poderia esperar esforços significativos dos políticos, já que não é uma pauta da população.

Ademais, é imperioso ressaltar que os países que mais recebem talentos brasileiros são os mesmos que possuem alto Índice de Desenvolvimento Humano, IDH. Isso pode ser constatado ao analisar o principal destino brasileiro no exterior: Estados Unidos da América, o qual possui alta qualidade de vida e alto investimento em pesquisa, segundo a Organização e Cooperação para o Desenvolvimento Econômico. Desse modo, torna-se lógico os pesquisadores buscarem um melhor lugar para pesquisar e viver.

Destarte, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para tanto, o Presidente da República deve fixar o investimento em ciência e tecnologia em 2% do produto interno bruto, por meio de uma medida provisória que o parlamento aprovará, a fim de garantir melhores salários e maquinários para os pesquisadores, atenuando a fuga de cérebros. Além disso, o Ministério da Economia deve elaborar um projeto de melhoria de IDH baseado em investimento público e privado, valendo-se da teoria keynesiana, com o objetivo de, com alguns anos após a aprovação, melhorar a qualidade de vida, e por conseguinte, “segurar” os “cérebros”.