Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 16/11/2020

Segundo o artigo 218 da Constituição de 1988, o Estado deve promover e incentivar o desenvolvimento científico, a capacitação científica e tecnológica e a inovação. Entretanto, isto não condiz com a realidade brasileira, tendo em vista à fuga de cérebros do país. Nesse sentido, é necessário um olhar crítico em virtude da falta de investimento na ciência e a precarização dos institutos de pesquisas.

Em primeiro plano, é mister se atentar a ausência de investimentos em âmbito científico. Em uma entrevista a neurocientista Suzana Herculano-Houze diz que escolheu mudar de país pois cansou-se da penúria atual em relação ao seu trabalho. Nessa perspectiva, observa-se que os cientistas sofrem cada vez mais para manter-se nessa área, muitas vezes tendo que investir seu próprio dinheiro para continuarem, assim como Suzana, afirmou já ter feito. Tais condições, os fazem ir em busca de melhorias em outros países.

Ademais, o problema cria terra fértil no sucateamento das instituições de pesquisa. Segundo o inventor Steve Jobs, “a tecnologia é responsável por desenvolver o mundo”. Certamente, sem um ambiente digno de trabalho os inventores, pesquisadores e cientistas ficam limitados, não podendo expandir seus conhecimentos. Tal situação torna a evasão desses profissionais explicável, já que todos querem ter melhores condições e mais reconhecimento sobre seus serviços. Ora, se um governo se omite diante de uma questão tão importante, entende-se, o porquê de sua continuação.

Logo, medidas são primordiais para resolver o impasse. O Ministério da Educação juntamente ao Ministério da Ciência deve, por meio de um projeto de lei a ser entregue a Câmara dos deputados, aumentar os investimentos nos ambientes de pesquisas, promovendo melhorias, a exemplo: novos laboratórios e materiais. Espera-se assim, que a fuga de cérebros no país seja resolvida e que o artigo 218 da Constituição passe a ser fielmente respeitado.