Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 21/11/2020
Contemporaneamente, o Brasil tem apresentado uma significativa irrelevância na ordem mundial de tecnopolos científicos e sua modernidade. Sendo assim, passado para trás por países aonde a ciência é afamada. Atrelado a isso, tem-se presente a intensa fuga de cérebros brasileiros. Esse infortúnio é gerado ora pela precaridade das instituições de ensino superior público, ora pela carência de notoriedade e valorização da ciência brasileira. Logo, remediar tal problemática se faz imprescindível.
Pode-se compreender de início, que a fuga de cérebros no Brasil tem seus motivos veiculados a precaridade das instituições de ensino superior, sendo essa formadora de possíveis cientistas brasileiros. A fuga de cérebros, infelizmente não é algo recente, historicamente desde o período imperial temos a evasão da burguesia para o exterior, com a finalidade de estudar e se aprimorar, porém grande parcela dessa população acabava não retornando ao seu país de origem, devido a debilidade do ensino. Logo, a falta de investimentos em iniciações científicas de estudantes e aumento de verbas para instituições, serão um dos grandes vilões para a estagnação da ciência no Brasil, resultando casa vez mais na dependência de países desenvolvidos.
Deve-se ressaltar, além disso, que a grande carência de notoriedade e valorização da ciência brasileira culmina para o " brain drain", termo usado para se referir a diáspora de cientistas. No livro de ficção científica " Flores para Algernon" do escritor norte-americano Daniel Keyes, o protagonista é sujeito a inúmeras experiências que geram o abrupto elevamento de seu Q.I, sendo apreciado e reconhecido a ciência de cérebros e sua importância dentro da sociedade. Por oposição temos no Brasil uma relativa escassez do valor que nossos cérebros tem para a ciência, consequentemente temos um país cada vez mais exposto e vulnerável a perda de cientistas, resultando assim, na indesejada estática de inovações.
Torna-se claro, portanto, a urgência de caminhos para superar os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil. Faz-se fundamental a ação direta do Governo Federal para à valorização da educação, mediante a medidas monetárias direcionadas as instituições de ensino superior e pesquisas, a fim de melhorar e incentivar novos cérebros em formação. Ademais, cabe a mídia em parceria com os seus respectivos municípios um feito de enaltecimento da ciência brasileira, com medidas para expor a sociedade sua importância, sendo feito por meio de redes sociais, documentários e palestras gratuitas com profissionais. Com esse intercâmbio de medidas, será possível a obtenção do aumento de número de permanência de cientistas , culminando assim no fim da estagnação da ciência brasileira.