Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 22/11/2020

Na sociedade brasileira, o processo de Industrialização se consolidou tardiamente, no século XX, o que refletiu na demora da perspectiva de necessidade da pesquisa científica. Atualmente, a visão de descaso com a ciência perpetua, resultando na emigração de pesquisadores brasileiros. Isso ocorre devido à falta de investimento neste setor, que, infelizmente, gera a dificuldade no desenvolvimento do país.

Em primeira análise, é relevante observar que a ausência de subsídio para ciência é o principal fator da fuga de cérebros, visto que os pesquisadores saem do Brasil em busca de melhores condições para prosseguir em suas descobertas. Segundo o economista Arthur Lewis, o investimento em conhecimento é uma despesa com retorno garantido. Nessa sentido, nota-se que é imprescindível o financiamento de pesquisas para obter melhorias no mercado e na vida dos cidadãos, para que, assim, não seja necessária a emigração dos cientistas.

Por conseguinte, percebe-se que a fuga de cérebros gera um atraso no desenvolvimento da nação, uma vez que o país fica dependendo da tecnologia do exterior, que em muitos casos é produzida com a participação de brasileiros. Sob esse viés, Auguste Comte, sociólogo positivista, afirma que o meio científico é fundamental para o progresso. Logo, evidencia-se a importância dos pesquisadores para alcançar a prosperidade na vida da população.

Portanto, depreende-se que uma iniciativa seja executada para combater a fuga de cérebros. Dessa forma, o Estado, órgão responsável pelo desenvolvimento do país, em parceria com empresas nacionais, deve subsidiar os estudos científicos nas universidades. Isso será feito no intuito de melhorar as condições de serviço dos pesquisadores e da qualidade dos resultados de suas investigações. Desse modo, o atraso da Industrialização poderá ser superado e o Brasil progredirá.