Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/11/2020

O investimento em ciência e tecnologia, nunca obteve sua devida importância no Brasil. Visto que, durante o Período Colonial, só foram instaladas Universidades no país após a chegada da família real. Atualmente, ainda que haja maior investimento em centros de pesquisa e  em educação, ele é mediano, tornando a “fuga” de cérebros do nosso país para os  mais desenvolvidos e com maior infraestrutura nessa área, mais propícia. Ademais, além da saída desses profissionais, a falta de investimentos nessa área pode gerar crises futuras.

Certamente, a globalização do século XXI facilita a fuga desses cérebros para países desenvolvidos, pois esses possuem programas de incentivo a imigração dos profissionais e melhor infraestrutura. Ainda que, nosso país venha se desenvolvendo,  de acordo com os dados dos Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, o Brasil investe aproximadamente 2% de seu PIB em atividades cientificas e técnicas correlatas, uma porcentagem muito baixa em relação aos outros o países.

Dessa forma, tal fato gerou consequências notórias durante a Pandemia do Covid-19. Pois países com maiores fundos de investimento em ciência, em geral, tiveram menores números de mortos pelo vírus. Pelo contrário, o Brasil é o país com 2° maior número de mortos no mundo nesse período, mostrando que a falta de investimentos, esta custando mais cara agora. Pois de acordo com o economista britânico, Sir Arthur Lewis: " Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido".

Portanto, é possível concluir que medidas devem ser tomadas para evitar a “fuga” de cérebros no Brasil. Para isso, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, sob responsabilidade do Governo Federal, deve investir maior verba em centros de pesquisa, como as universidades públicas, e incentivar a permanência desses profissionais por meio de programas para a melhoria da infraestrutura de seus locais de trabalho. Assim, nosso país poderá se desenvolver ainda mais e dar o devido valor aos profissionais da ciência, o que pode evitar crises futuras no país.