Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 03/12/2020

A fuga de cérebros vem se tornando um fenômeno mais corriqueiro a cada ano e essa tendência tem aumentado em solo brasileiro. No mundo todo, profissionais qualificados saem de países subdesenvolvidos ou emergentes, que possuem baixa perspectiva de crescimento, para desenvolverem seus projetos e suas carreiras em países desenvolvidos, onde há grandes investimentos e incentivos.

É notório que quem se destaca em seu ramo de trabalho tem perspectiva muito melhor fora do que dentro do país, se tratando de profissionais de países periféricos tecnologicamente e economicamente, fato comumente observado no Brasil. Os países estrangeiros são mais rápidos que o Brasil para reconhecer um talento e apresentar condições melhores para o desenvolvimento, crescimento e realização de ideias.

Em paralelo, profissionais que residem e trabalham em solo tupiniquim são cada vez mais desvalorizados. Os investimentos em áreas fundamentais para o crescimento e desenvolvimento tem diminuído, como: Educação, Tecnologia e Ciência. Há também grande taxa de desemprego - 12,8 milhões de pessoas desempregadas no segundo trimestre de 2020, grande parte devido as medidas adotadas pelo Governo Federal no combate a COVID-19 e seus efeitos na Economia, na Saúde, nos Serviços e outros.

Portanto, a diáspora de profissionais qualificados de países de  menor escalão como o Brasil para países do primeiro escalão está ligada a desvalorização desse profissional. Para haver uma guinada nesse sentido, é necessário que os Governos Estaduais, por meio de programas que visam avanço das ciências atreladas a tecnologia, reconheçam e promovam os estudos e as pesquisas desses especialistas, a fim de criar um ambiente mais condicionado aos estudos dos especialistas, em nível estadual e nacional.