Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 04/12/2020

O Renascimento Científico, ocorrido no século XVII na Europa, voltou os olhos do homem para o conhecimento e priorizou a ciência como forma de obtenção dele. A partir desse contexto, a valorização da informação e do acesso ao conhecimento se tornou crescente, sendo assim, alguns países acompanharam essa tendência e consequentemente investiram na área de educação, como infraestrutura das universidades e polos científicos, para estimular e adaptar cada vez mais o ensino à modernidade, mas esse não foi o caso do Brasil que enfrenta desafios no combate à fuga de cérebros, visto que o número de jovens em busca de melhores condições de ensino e desenvolvimento profissional também é crescente e vai de encontro ao que o país oferece.

A princípio, faz se mister destacar a importância da carreira acadêmica no desenvolvimento de um país. Os estudos e pesquisas das universidades são a fonte principal de descobertas no âmbito da medicina e produção de materiais utilizados em indústrias de grande porte, como é o Vale do Silício localizado nos Estados Unidos e um dos maiores polos de tecnologia e informação do mundo atual. Logo, é evidente que a carência de um investimento e suporte adequado às universidades é um descuido da gestão nacional brasileira e corrobora na emigração de pessoas que procuram seguir essa carreira.

Além disso, a baixa oferta de postos de trabalho e o atraso das empresas na política de valorização  de funcionários especializados em meio a crise financeira vivida no país, o ciclo migratório se repete; assim como na fase de êxodo rural no início da industrialização brasileira onde o foco eram as cidades por serem um ambiente oportuno para melhoria de vida, agora o foco dos migrantes é um país que os proporcione emprego fixo e vida estável financeiramente e que acompanhe o reconhecimento de sua qualificação profissional.

Em suma, o Brasil urge medidas que modifiquem o cenário da fuga de cérebros para que seja valorizado o potencial dos nascidos no país e também impulsione o desenvolvimento tecnológico do qual demanda a globalização. Para isso, cabe ao Ministério da Economia direcionar seus investimentos a criação de postos de trabalho e a qualificação profissional de jovens , em parceria com o Ministério da Educação que deve se encarregar das universidades e polos de pesquisa e ciência, investindo em infraestrutura, acessibilidade, material e manutenção através do direcionamento dos recursos públicos administrados pelo governo brasileiro com a finalidade de melhorar os polos científicos já existentes e reduzir a fuga de cérebros. Desse modo, será possível amenizar o problema e imprimir uma imagem melhor do país ao restante do mundo em relação a educação e desenvolvimento tecnológico.