Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 14/12/2020

Na série estadunidense “The Big Bang Theory”, retrata-se um astrofísico indiano que, devido a falta de estrutura em seu país de origem, foi obrigado a emigrar para os Estados Unidos, em busca de melhores condições para sua pesquisa. Fora das telas, no contexto brasileiro, o combate ao fenômeno da fuga de cérebros percebe-se ineficiente diante aos obstáculos da desvalorização profissional e da falta de incentivo à pesquisa. Torna-se, dessa forma, fundamental a discussão acerca dos desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil, em prol da inovação e desenvolvimento do Brasil.

Primeiramente, o Vale do Silício, nos Estados Unidos, se destaca como o centro da inovação tecnológica global, recebendo grande fluxo de imigrantes para os setores de ciência e tecnologia. Dito isso, é perceptível que a fuga de cérebros para países mais desenvolvidos é intensamente estimulada pela busca por valorização profissional. Nesse sentido, a falta de planejamento no investimento em pesquisa e inovação, é um desafio enfrentado no combate na tal fuga de cérebros no país. Nessa perspectiva, o Brasil se destaca pela ausência de amparo público à pesquisa, não pelos volumes de investimento, mas pela incapacidade de alocar os recursos que o país possui com agilidade para a inovação. Assim sendo, é evidente que a desvalorização dos setores de tecnologia e Inovação no país, constituem verdadeiros desafios no combate à fuga de cérebros.

Nesse viés, parafraseando Pitágoras, eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens. De forma análoga, na contemporaneidade, um grande desafio no combate da emigração de profissionais qualificados, é a falta de incentivo à pesquisa no ambiente escolar desde cedo. Nesse contexto, a fuga de cérebros pode ser ocasionada por uma geração desestimulada à participação de trabalhos escolares, como pesquisas com viés científico ou de inovação, que podem despertar o interesse de estudantes para tais áreas. Ademais, a pouca divulgação de projetos como “Jovem Cientista”, representa outro desafio para o combate de tal problemática, pois distancia o indivíduo do desenvolvimento de habilidades de pesquisa, criatividade e inovação. Desse modo, é inegável que o papel das escolas é essencial para combater a fuga de cérebros no Brasil.

Infere-se, portanto, que, os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil devem ser discutidos, em nome da inovação  no país. Logo, é basilar que o Ministério da Educação, juntamente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, promova seminários em escolas públicas e privadas, por meio de palestras voltadas para educadores e alunos, sobre a importância de trabalhos de pesquisa e projetos científicos para o desenvolvimento de habilidades assim como para despertar o interesse estudantil nas áreas de inovação, com o intuito de diminuir os desafios no combate da fuga de cérebros no Brasil.