Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 17/12/2020

Em 1948, foi promulgada pela ONU a Declaração Universal dos Direitos Humanos, assegurando ser dever do Estado fornecer educação de qualidade e promover desenvolvimento, proporcionando, dessa forma, condições dignas para que todos se tornem úteis à sociedade. Contudo, no cenário brasileiro atual, observa-se a insuficiente atuação governamental no que tange ao âmbito científico. Nesse sentido, emerge a problemática da saída de profissionais do país, em busca de melhores condições, tal fato se dá em virtude do ambiente desfavorável somado aos baixos investimentos na área.

Primeiramente, é preciso atentar para o ambiente desestimulante que vigora. Segundo Isaac Newton, toda ação gera uma reação de igual força, modo e sentido oposto. Sob essa lógica, nota-se, no cenário hodierno, o desinteresse governamental em fornecer para ciência boas oportunidades, resultando em uma migração de pesquisadores brasileiros para outras nações. Dessa forma, anula-se a ação (ciência e pesquisa), inexistindo a reação (como a inovação e o desenvolvimento).

Além disso, investimentos insatisfatórios corroboram para a perpetuação do êxodo de cientistas brasileiros. De acordo com John Locke, o estado deve servir aos homens e não os homens ao estado. Todavia, percebe-se que o desinteresse do governo em investir de forma eficiente e eficaz é impeditivo para sanar a saída da população científica do país. A exemplo, no ano de 2014, o Brasil sediou os jogos da Copa do Mundo; na ocasião, obras grandiosas de valores exorbitantes foram construídas,  evidenciando não apenas a existência de verba mas também o descaso para com a sociedade.

Portanto, aliado os fatos supracitados, é possível perceber que a evasão do corpo científico nacional tende a continuar, por isso, é necessário que medidas sejam tomadas. Desse modo, o MEC poderia, em parceria com Ministério da Justiça, ampliar projetos de leis que para que haja maior investimento financeiro em áreas da ciência, pesquisa e tecnologia, para que se crie um ambiente favorável ao desenvolvimento dessas áreas. Soma-se a isso, a sociedade, por meio da divulgação midiática, poderia acompanhar esses trâmites financeiros, para que se diminua a possibilidade de corrupção. Dessa maneira, possivelmente, as concepções da DUDH poderão ser verificadas na realidade brasileira do século XXI.