Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 18/12/2020

A expressão “ fuga de cérebros” faz referência a profissionais com alto conhecimento em sua área de trabalho, que migram para países com centros mais desenvolvidos que irão oferecer melhores oportunidades de emprego. No entanto, no Brasil, essa situação tornou-se uma realidade, gerando graves consequências para o futuro dos brasileiros. Essa problemática tem por principais motivos a falta de incentivo e a negligência estatal.

Em primeiro lugar, existe a carência do reconhecimento dos cientistas. Nesse sentido, de acordo com o presidente da Academia Brasileira de Ciência (ABC), “Não reconhecer que a ciência é o motor do futuro demonstra descaso com a sociedade, um analfabetismo científico que custará caro à Nação”. A esse respeito, essa afirmativa reflete que a falta de informação da maioria dos brasileiros desvalorizando este tipo de trabalho poderá acarretar em consequência para o país, sendo necessária importar uma tecnologia de outro lugar pois no Brasil não há esse tipo de produto. Dessa maneira, são fundamentais debates para informar a importância da ciência.

Vale salientar, também, a falta de investimentos no setor. Nesse viés, De acordo com o mais recente relatório Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, de 2018, o Brasil investiu 1,26% do PIB em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2017, valor abaixo de Coreia do Sul (4,55%), Japão (3,21%), Alemanha (3%), Estados Unidos (2,79%) e China (2,15%) — países que lideram a corrida tecnológica. Tal estatística revela que o Poder Público não aplica capitais suficientes para garantir a qualidade dos equipamentos e produtos necessários para o desenvolvimento das pesquisas, levando assim a diáspora de cérebros para países em que ciência e tecnologia são mais valorizadas economicamente. Assim, são imprescindíveis criações de novos projetos com recursos suficientes para evitar a evasão dos cientistas para outros lugares.

Fica evidente, portanto, a necessidade de diminuir a fuga de cérebros no Brasil. Logo, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia promovam palestras lúdicas nas escolas, com a participação dos estudantes em alguns experimentos, que irão mostrar a esses jovens que a ciência é algo benéfico e importante. Tal ação tem por principal objetivo evitar que mais brasileiros deixem de lado suas origens devido à falta de incentivos e conhecimentos dos cidadãos.