Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 22/02/2021
O termo “brain drain” conceitua a situação lamentável em que cientistas migram de seus países de origem para outros. No Brasil, essa definição tem tomado contornos reais, visto que a fuga de cérebros aumentou nos últimos anos, seja pela falta de investimentos na área científica, seja pela pouca infraestrutura e oportunidades para os antigos e novos pesquisadores. Assim, tal desafio precisa ser combatido, sendo imperioso, portanto, que mudanças aconteçam.
Em primeiro lugar, destaca-se o problema do baixo investimento nos sálarios e pesquisas desses trabalhadores. Segundo a filósofa Hannah Arendt, a preservação do patrimônio público e o capital direcionado para isso é algo fundamental e deve ser prioridade. Isso porque investir na ciência também é apostar no desenvolvimento tecnológico do país, que contribui com a solução de crises e melhora no bem-estar da população, outrossim, o investimento motiva os pesquisadores e traz maior qualidade para as pesquisas. Dessa forma, faz-se necessário que soluções transformadoras sejam elaboradas.
Além disso, nota-se a questão da infraestrutura precária e pouco apoio aos novos e velhos pesquisadores. De acordo com a autora Clarice Lispector, para que existir seja suficiente é importante que haja a sensação de pertencer. A partir disso, expõe-se que se sentir representado e ter suporte é de extrema importância, a fim de que esses profissionais sintam-se respeitados. Ademais, ter apoio e ambiente favorável para o trabalho é atrativo para as futuras gerações de cientistas. Logo, fica claro, que modificações devem ser realizadas.
Em suma, a falta de investimento, de infraestrutura e de auxílio são nocivas aos pesquisadores e precisam ser transformadas. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Economia e às empresas de tecnologia privadas disponibilizar, pelo menos, 10% do capital para contribuir com a ciência, além de criar um programa mutual entre universidades e companhias, por meio de uma melhor organização dos valores recebidos dos impostos. Nesse programa, a empresa deve disponibilizar materiais, infraestrutura e engajar os estudantes para que se tornem cientistas no futuro. Então, com essas soluções, espera-se que o conceito de “brain drain” diminua no Brasil e os cérebros permaneçam motivados e auxiliando, com suas pesquisas, o país.