Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 21/12/2020
O termo ‘‘doutor’’ e ‘‘doutorado’’ surgiu na Europa, durante o século XIX, com o foco de estudar algum campo específico da ciência, seja ela humana ou exatas. Contudo, no Brasil, há um desprezo na educação como um todo, inclusive no conhecimento científico, o que gera, por exemplo, uma diáspora de estudantes para outros países, em busca de melhores condições de ensino, além de uma crise científica brasileira.
Primeiramente, a diáspora de estudantes para outros países é, infelizmente, uma realidade vista aqui no Brasil, visto que, após a aplicação da PEC 241, há um congelamento nos gastos públicos com o ensino, inclusive linhas de pesquisas, como o mestrado e o doutorado, por 20 anos. Contudo, essa redução no investimento educacional alastra-se para a economia brasileira e força os estudantes procurarem outros lugares para continuarem seus estudos. Segundo o Belta (Brazilian Educational and Language Travel Association), o país mais procurado pelos brasileiros é o Canadá, nação onde o estudo é levado a sério pelos governantes.
Em segundo plano, a crise científica brasileira aumenta a cada ano, em que governadores continuam a cortar investimento da ciência. O país ocupava a 13º lugar na posição de produção de conhecimento mundial, durante a última década, de acordo com o jornal O Globo. Empresas como EMBRAER e Petrobrás não iriam existir, se não houvessem grandes centros educacionais, como a Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, que é a instituição que mais gera pesquisas na América Latina. Portanto, a ciência não deveria ser visto como um gasto e sim como um investimento para a sociedade.
Destarte, é dever do Estado, junto com o Ministério da Educação, aumentar o investimento na educação, com ajuda de empresas privadas, além da derrubada da PEC 241, por meio de debates, reavendo quais são as problemáticas dessa emenda, em que ampliaria o acesso de mais brasileiro à pesquisa científica, além de atrair estrangeiros para o país e não o contrário, como já acontece.