Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 21/12/2020

Compreende-se por fuga de cérebros uma migração de pessoas com alta qualificação. Elas deixam o seu país de origem para trabalhar em outro, que, usualmente, é mais desenvolvido. A fuga de cérebros precisa ser combatida pois, com ela, o país perde diversos profissionais capacitados que acrescentariam para a evolução dele. Entretanto, o embate à essa prática enfrenta desafios, como a falta de investimentos e infraestrutura em relação a ciência e pesquisa do Brasil.

Primordialmente, é preciso considerar a falta de aplicação de capital na ciência no Brasil. Em 2017, o Governo Federal cortou o orçamento quase pela metade. Nessa perspectiva, a parcela da população que tem mestrado e doutorado prefere buscar por trabalho em outro país, para que, assim, consigam maior valorização em suas respectivas áreas de trabalho. O corte de orçamento faz com que as ações dos profissionais e seus trabalhos fiquem limitados, de modo a não evoluir rapidamente.

Em segundo lugar, pode-se notar a falta de uma indústria brasileira voltada para a produção acadêmica. Nesse cenário, o material precisa ser exportado de outros países, o que, dependendo do valor da moeda internacional, pode demorar meses. Sendo assim, essa espera faz com que as pesquisem fiquem paralizadas até que seja possível voltar a realizá-las. Em países que possuem essa produção, o equipamento necessário chega em dias, e a pesquisa não precisa sofrer com a paralização

Diante do exposto, faz-se mister que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI), destine uma maior parte de financiamentos ao orçamento envolvendo a área de pesquisa e ciência. Assim, com o aumento do capital disponível para aplicação nesse área, é possível criar uma indústria voltada a produção acadêmica, beneficiando esse âmbito acadêmico de profissionais e especializados brasileros. Dessa forma, os desafios do combate à fuga de cérebros no Brasil seriam minimizados.