Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 14/01/2021

No filme “O menino que descobriu o vento”, estreado em 2019, há a abordagem das dificuldades enfrentadas por moradores da comunidade de Malawi na África. Nesse contexto, o personagem William, um garoto inteligentíssimo, autodidata, descobriu um método de criar energia eólica para utilizar nas irrigações da aldeia. Nessa continuidade, logo após tal conquista, universidades, de vários países desenvolvidos, convidam William para estudar em suas instituições, dado que impulsionará sua intelectualidade, bem como trará feitos para aquela instituição. Nesse viés, nota-se, na contemporaneidade brasileira, similaridade com a ficção no que diz respeito e fuga de cérebros para outros locais que incitem e incentivem a ciência e a tecnologia, como também garanta uma boa empregabilidade.

Em primeira instância, convém ressaltar a ausência de investimentos brasileiros no campo da ciência e da tecnologia nas universidades. Nesse âmbito, identifica-se a precariedade das infraestruturas laborais, falta de conservação e manutenção nos espaços voltados a tecnologia, bem como constata-se o sucateamento de materiais e máquinas utilizados nas pesquisas. Nessa continuidade, o filósofo Kierkeegard dita que o homem é construtor do próprio destino, porém submetido a limitações concretas. Dito isso, nota-se que a fuga de cérebros dos brasileiros está diretamente relacionada com a ruptura dessas barreiras, estas erguidas pela falta de capacidade que o governo tem em criar, reter e atrair os talentos nacionais, de modo a impulsionar a diáspora cerebral.

Em segunda instância, cabe salientar a carência e escassez referente a empregabilidade no plano nacional. Nesse contexto, observa-se que o mercado de trabalho carece, de empregos e salários, aptos a suprir o tempo de dedicação, esforço e valor empregado à aquele conhecimento especializado e ímpar que o profissional oferta. Diante disso, o pedagogo Paulo Freire, pela “Pedagogia do Oprimido”, detalha o valor que uma boa educação exerce sobre o aluno, de maneira a ampliar a capacidade transformadora do mundo. Dado isso, é de extrema importância que se incentive o protagonismo individual, se incite o desenvolvimento uno de habilidades, assim como se medie os conhecimentos profissionalizantes na nação.

Diante do exposto, faz-se necessário romper com as limitações impostas nacionalmente que incitam a fuga de cérebros. Portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação, em parceria com institutos de pesquisas, invista em bolsas estudantis para pesquisas tecnológicas e científicas, ofertadas por todos os cursos universitários, para alunos que dispõem de bons boletins acadêmicos, com o fim de vetar e suprir as necessidades do público alvo, como também divergir com Kierkeegard para convergir com a metodologia e o investimento dito por Freire.