Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 28/12/2020
Segundo o ex-presidente sul africano Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Nesse sentido, entende-se que a educação e o investimento na área são de suma importância para o desenvolvimento nacional, entretanto, não é o que prevalece na realidade brasileira. A importância de tal problemática deve-se ao grande número de pesquisadores, estudantes e cientistas que saem do país em função do baixo incentivo estatal.
Primeiramente, é imperativo ressaltar o depoimento da renomada neurocientista Suzana Herculano-Houzel à revista “Piauí”, no qual afirmou que a ciência brasileira está em estado “agonizante” e que essa idealiza a mediocridade. Logo, infere-se que com a atual situação das pesquisas, a ciência não desenvolverá, corroborando assim, para a dependência do Brasil na importação de tecnologias.
Outrossim, convém destacar o crescimento exponencial de profissionais que trocam o Brasil pelos Estados Unidos, devido à dificuldade de aqui aplicar seus conhecimentos. Portanto, torna-se evidente que ao ocorrer tal fenômeno, a população fica menos qualificada, o que interfere no progresso e acentua a segregação social.
Posto isso, é preciso que providências sejam tomadas a fim de incentivar as pesquisas nacionais e assim, amenizar o fenômeno de “fuga de cérebros”. Logo, cabe ao Ministério da Economia, Ministério da Educação e Ministério da Ciência e Tecnologia; analisar o capital disponível e, por meio de leis, permitir o aumento de pesquisas. Dessa maneira, a educação e os estudos avançarão, permitindo uma melhora social.