Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 27/12/2020

A Geografia define a atual conjuntura das transformações da natureza e do espaço geográfico como “Meio Técnico Cientifico Informacional”, em que a protagonista do mundo globalizado é a ciência. No entanto, apesar dessa ser fundamental nos tempos hodiernos para o desenvolvimento dos países, percebe-se que o Brasil foge à essa lógica, pois enfrenta grandes desafios para combater a fuga de cérebros. Dessa forma, é preciso debater que o falta de investimentos e a infração de leis corrobora para a construção desse complexo cenário.

Em primeiro plano, a falta de investimentos científicos é o principal desafio a ser superado para impedir a fuga de cérebros do Brasil. Sob esse viés, de acordo com dados da fundação Getúlio Vargas os investimentos no país, somado os setores públicos e privados, está no seu menor nível dos últimos 50 anos, incluindo as pesquisas científicas. A respeito disso, nota-se que, sem infraestrutura financeira para que os estudantes permaneçam no país e desenvolva pesquisas, não há como atrair esses pesquisadores. Assim, são necessários amplos investimentos para reverter esse panorama.

Em paralelo, essa situação infringe leis já conquistadas. Nesse sentido, é válido lembrar que a elaboração da Constituição Federal de 1988 tinha o sonho de promover e incentivar o desenvolvimento científico no Brasil. Entretanto, nota-se que o Poder Público falha enquanto agente garantidor desse direito, dado que muitos estudantes deixam o país por falta de incentivo governamental a suas pesquisas, o que promove um atraso científico no país. Desse modo, esse desafio para o comprimento da lei é não só um desrespeito colossal com a população, que deixa de usufruir dos benefícios financeiros que as inovações científicas podem causar, mas também a infração da Carta Magna do país.

Portanto, com a finalidade de impedir a fuga de cérebros do país e, assim, fazer valer a constituição, urge que o Tribunal de Contas da União, em parceria com o MEC, faça maiores investimentos no setor de pesquisas, principalmente nas universidades. Para tal, isso pode ser feito por meio de um melhor direcionamento das verbas públicas. Nesse contexto, para maior eficiência do projeto, o MEC pode desenvolver pesquisas públicas com os universitários para que esses apontem os principais problemas e com isso fazer com que os investimentos sejam melhores direcionados. Somado a isso, as redes sociais oficiais do Governo pode subir “hashtags” e vídeos mostrando a ação e os melhoramentos que o país irá promover na área cientifica. Sendo assim, o Brasil estará mais próximo de integrar de fato a lógica do Meio Técnico Cientifico Informacional.