Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 28/12/2020

No século XVII, no cenário da reforma prostestante, houve um deslocamento em massa de huguenotes da França para outros países, o que prejudicou o reino francês, visto que uma grande parcela dos emigrados contribuíam com o seu saber e/ou técnicas para a sociedade. Analogamente, a realidade brasileira tem sido prejudicada, uma vez que indivíduos com capacidades intelectuais deslocam-se para outras nações, fato recorrente, pois há desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil. Assim, a desvalorização da ciência e a idealização do exterior estão dentre os problemas ligados ao tema. Desse modo, é preciso eliminar os obstáculos no combate à evasão do capital humano.

Inicialmente, destaca-se que o desprestígio da ciência na sociedade brasileira é um desafio na eliminação da fuga de cérebros. Nessa perspectiva, remonta-se ao início do século XIX, em que a corrente filosófica do Positivismo preconizava a valorização do saber científico, que era visto como fundamental para o alcance do progesso da humanidade. Entretanto, as autoridades governamentais brasileiras, frequentemente, não atribui às ciências o valor que merecem, o que perpetua-se devido a falta de investimentos no ramo de pesquisas do país. Dessa forma, brasileiros setem-se prejudicados em morar em uma nação que desprestigia o conhecimento e, assim, opta por morar em um país que apresenta melhoras condições. Posto isso, o Brasil é prejudicado pela perda de especialistas.

Ademais, convém lembrar acerca da idealização do exterior, como causa da emigração de cérebros do Brasil. Nesse viés, meninos e meninas são incentivados a apresentarem preferência pelo que é estrangeiro desde a infância, quando eles assistem filmes e séries internacionais que mostram  as “escolas dos sonhos”, com alta tecnologia e excelente infraestrutura, as quais eles gostariam de ter em seu país de origem. De acordo com o filósofo Immanuel Kant , “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, e isso se aplica a essa situação, já que à medida que os menores idealizam o exterior eles não exitarão em buscar moradia nestes países quando forem adultos e apresentarem condições para isso. Dessarte, a escolha por outras nações ocasiona à fuga do capital humano no país.

Logo, alternativas devem ser apresentadas para a resolução da problemática que envolve à fuga de cérebros no Brasil. Para tanto, o Ministério da Educação deve investir no aprimoramento da ciência no país, mediante a destinação de verba às universidades federais para a intensificação de pesquisas e demais atividades, a fim de garantir a valorização dos profissionais deste ramo e, consequentemente, evitar a emigração destes. Além disso, o mesmo precisa oferecer um ensino público de maior qualidade aos estudantes brasileiros, com o intuito de tornar o ensino mais atrativo aos jovens. Com tais medidas, provavelmente, o Brasil não será prejudicado pela perda de profissionais, tal como foi o  reino frânces.