Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 29/12/2020

A partir da Terceira Revolução Industrial, observa-se o desenvolvimento da globalização e a ampla difusão do conhecimento e da comunicação entre os indivíduos e nações, o que viabiliza, enfim, o avanço de países emergentes. No entanto, apesar das possibilidades de progresso tecno-científico, ainda ocorre a problemática da fuga de cérebros no Brasil, refletida nos desafios de se combater a questão na atualidade. Nesse sentido, evidencia-se como precedente dessa adversidade os ínfimos investimentos nas áreas de pesquisa, educação, ciência e inovação, repercutindo na dependência de recursos e técnicas de potências mundiais, o que urge análise e resolução.

Sob essa óptica, é fundamental abordar a questão da mediocridade instaurada pela ausência de incentivos, por não se fomentar o estudo e consequentes avanços, resultando em profissionais ora desqualificados ora qualificados sem estruturas e investimentos necessários, o que gera a fuga de cérebros. Analogamente a isso, ocorreu o Pacto Colonial, nos primórdios do Brasil, com a proibição deliberada de criação de manufaturas ou elos comerciais diversificados, por ordem da metrópole portuguesa, de forma a coibir o avanço da nação tupiniquim como na modernidade, vista na dependência de países desenvolvidos. Logo, legitima-se a mediocridade e se consagra o ´´brain drain`` com a carência de políticas públicas voltadas para a educação e pesquisa, perpetuando a falta de autonomia nacional, em detrimento da evolução do cenário científico vigente.

Ademais, é válido ressaltar que a fuga de cérebros reitera a estagnação da produção intelectual, pelo fato de desestimular projetos e inicativas inovadoras sem a presença de membros de destaque no quadro tecno-científico nacional. Isso posto, é comprovado pelo existencialismo, de Jean-Paul Sartre, que a existência do homem prescede a essência, por conseguinte, o meio circundante determina as características dos indivíduos em formação. Paralelamente, então, a realidade atual onde não há inspirações no contexto do ´´brain drain``, cujo resultado é a acomodação dos propósitos e perspectivas futuras, retardando o avanço da pátria.

É imperativo, portanto, a adoção de medidas responsáveis por combater à fuga de cérebros no Brasil e os desafios atrelados à ela. Para tanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações criar um grande projeto de investimento, por meio do pedido de um aumento orçamentário em tão crucial área, e, assim, disponibilizar estrutura, recursos e oportunidades nas iniciativas de pesquisa e desenvolvimento. Consoante a isso, possibilitar-se-á o incentivo de estudantes e o estímulo de profissionais e serão geradas condições de real avanço científico e tecnológico do país com inovações dignas da globalização e da Terceira Revolução Industrial, em prol da ordem e do progresso nacional.