Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 31/12/2020
A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), criada no século XX, colaborou diretamente e indiretamente para os avanços da ciência no Brasil. Contudo, não é suficiente para uma melhora expressiva na ciência, pois, ao longo dos anos, o número de cientistas e pesquisadores que migram em busca de melhores condições no trabalho aumenta, segundo dados publicados pelo jornal “Exame”. Dessa forma, a “fuga de cérebros” se deve, majoritariamente, à falta de reconhecimento dos trabalhos científicos e, consequentemente, ao insuficiente investimento nessa área acadêmica.
Sob esse viés, apesar da realização de diversas pesquisas e estudos brasileiros, esse trabalho, muitas vezes, não é notado como realmente deveria ser. Nesse sentido, Mendel, conhecido como o Pai da Genética, ao realizar os estudos de hereditariedade nas ervilhas, primordialmente, não obteve muito apoio do grupo científico e da populção, já que pouco era conhecida a importância e veracidade desses estudos. Analogamente, cientistas brasileiros vivenciam essa situação, visto que percebem a baixa valorização do trabalho deles e, por isso, se deslocam para países mais desenvolvidos.
Por conseguinte, essa implícita desvalorização da ciência causa o baixo investimento do Governo nesse meio. Assim, a BBC afirma que cortes na ciência geram exôdo de “cérebros”, além de causar graves problemas para o Brasil, uma vez que deixam de ser realizados os estudos. Nesse âmbito, sem a verba para impulsionar os trabalhos desses profissionais, torna-se mais viável a mudança para um país que proporciona esses benefícios de forma mais qualificada do que permanecer no Brasil, onde o dinheiro investido, em sua maioria, é retirado da própria renda dos pesquisadores.
Dado o exposto, para minimizar a saída de grandes profissionais brasileiros, deve haver uma parceria entre o MCTIC (Ministério da Ciência Tecnologia Inovações e Comunicações) e o MEC (Ministério da Educação). Nesse âmbito, esses agentes deverão melhorar as verbas e equipamentos disponíveis para essa área de trabalho por meio da implantação de mais empresas estrangeiras e projetos no Brasil como, por exemplo, concursos anuais que irão premiar novas descobertas e inovações no meio tecnológico, científico e social, além de promover propagandas que valorizem esses trabalhos. Sendo assim, a fim de promover a diminuição dessa migração em busca de maiores condições no mercado de trabalho, o Brasil conseguirá se desenvolver de forma mais eficiente.