Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 04/01/2021
Com o advento da globalização e o avanço dos meios de comunicação, o contato entre pessoas de diferentes regiões tornou-se mais simples. Com isso, o reconhecimento do talento e da capacidade de mão de obra qualificada deixou de ser um evento regional e assumiu uma escala global; um exemplo disso, vale citar, é que em 2016, segundo a receita federal, mais de 20 mil pessoas declararam saída definitiva do país. Dito isso, é fato afirmar que o combate à fuga de cérebros no Brasil apresenta desafios, sendo os dois principais a falta de investimentos em pesquisa e os baixos salários dos profissionais da área.
Em primeiro plano, é oportuno frisar que muitos cientistas, mestres e doutores saem do país para realizar pesquisas no exterior. Segundo os mesmos, isso ocorre pois, em muitas áreas, a carência dos instrumentos e materiais necessários para a realização das pesquisas é frequente, o que faz com que os profissionais tenham que custear seus próprios projetos caso queiram dar continuidade aos trabalhos. Em síntese, percebe-se que essa carência representa um desleixo do país para com a valorização do profissional pesquisador e seu trabalho, devendo portanto ser combatida.
Além disso, cabe ressaltar que de acordo com dados da BBC Brasil, o profissional de pesquisa trabalhando no território nacional ganha menos do que em outros países com a economia semelhante. Nesse sentido, cabe ressaltar que, de acordo com o pensamento freudiano o homem está sempre em busca da felicidade. Dessa forma, os pesquisadores atuando na nação, ao receber uma proposta oferecendo melhores condições de trabalho, tendem a migrar do país em buscando sua própria felicidade, seja ela expressa pelo dinheiro ou por melhores condições de trabalho.
Face ao exposto, conclui-se que medidas devem ser tomadas visando manter os “cérebros” no país. Sendo assim, urge que, o Governo Federal em conjunto com o Ministério da Ciência crie um ambiente mais propício à pesquisa no Brasil, por meio de uma PEC. Seguindo essa linha, é necessário que a proposta garanta em 100% dos casos a compra dos instrumentos necessários para as pesquisas de pós-doutorado e doutorado das universidades federais, além de melhorar a remuneração dos profissionais e extender a duração e a quantidade das bolsas dos mesmos. Por conseguinte, fazendo isso, seriam menos os motivos para que as mentes brilhantes saiam do país, reduzindo então a fuga de cérebros no Brasil.