Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 04/01/2021

Desde a Revolução Tecnico-Científica, houve a introdução da tecnologia nos mais diversos setores da sociedade de forma exponencial. À vista disso, o crescimento e o impacto das inteligências artificias em todas as atividades econômicas, atualmente, faz com que profissionais da área científica tenham e busquem oportunidades no mundo inteiro. Nesse sentido, esse fenômeno é conhecido como fuga de cérebros e, no Brasil, o baixo investimento do governo e a falta de conexão entre universidade e mercado de trabalho são desafios que impedem a permanência de talentos no território nacional.

Convém ressaltar, a princípio, a falta de aplicação de recursos na áreas educacional e científica como um empecilho na contenção da diáspora de grandes mentes. Nesse ínterim, de acordo com o economista Arthur Lewis, a educação e a ciência não são gastos, mas sim investimentos com retorno garantido. Entretanto, a premissa de Lewis não é, de fato, cumprida na sociedade brasileira, haja vista que a redução do número de bolsas de mestrado e doutorado e pouco investimento em pesquisa criam um ambiente negativo no que tange ao desenvolvimento científico. Desse modo, a escassa aplicabilidade de recursos é inaceitável, uma vez que perdem-se jovens promissores, que passam a atuar em outros países capazes de atrair talentos internacionais.

Ademais, a parte desconecta entre a universidade e uma futura contratação cria barreiras ainda maiores no que diz respeito a dissolução da problemática. Nessa lógica, é indubitável que a recessão econômica que, segundo o “Jornal Globo”, assola o Brasil há mais de cinco anos, gera pessimismo quanto a entrada de jovens no mercado de trabalho. Isso posto, os recém-formados, ao invés de desenvolverem ideais e de impactarem positivamente na economia, são levados o esquecimento devido ao desemprego. Logo, a falta de ações voltadas a inserção desses jovens no ambiente corporativo faz com que esses jovens, repletos de expectativas, vejam a migração para outros países como a única alternativa para consolidarem seus conhecimentos - algo que jamais pode ser tolerado.

Portanto, urge a intervenção das autoridades competentes. Para isso, o Ministério da Educação deve investir mais em universidades públicas promotoras de pesquisa e bolsas para recém-formados, para garantir o desenvolvimento técnico-científico e, condesequentemente, econômico. Além disso, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação deve, por meio de verbas governamentais, criar um projeto de incentivo aos jovens para adentrarem no mercado de trabalho, com a finalidade de garantir que os recém-formados consolidem suas carreiras em território nacional, que promova feiras ao final dos cursos com empresas que viabilizem a transição da sala de aula para o ambiente corporativo. Somente assim, poder-se-á, a longo prazo, atenuar esse problema na esfera nacional.