Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 10/01/2021
Segundo o último recenseamento realizado pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2010, a pirâmide etária brasileira é considerada como uma pirâmide adulta, ou seja, possui um elevado número de indivíduos em idade ativa. Nesse sentido, o momento é considerado ideal para realizar investimentos em educação e qualificação da mão de obra. No entanto, a fuga de cérebros configura-se como uma sério problema econômico, sendo que é realizado um alto investimento na educação dos jovens e parte significativa deles vai trabalhar em outros países, posto que há como principais desafios a falta de incentivo a pesquisa e a escassez de vagas no mercado de trabalho.
Primeiramente, apesar dos ganhos em relação a ampliação do número de vagas em universidades públicas, nos últimos anos, principalmente em reforma a crise econômica, foram realizados diversos cortes na área de pesquisa. Como exemplo, a revista Época noticiou um corte de verbas de quase 80% das bolsas de pesquisa direcionadas ao CNPq,Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, principal órgão responsável pela pesquisa no paísa, deixando muitos pesquisadores sem condições de desenvolver seu trabalho .Dessa forma, os pesquisadores configuram-se numa situação de vulnerabilidade e falta de investimento no país para desenvolver suas pesquisas, fazendo com que muitos procurem oportunidades em outros países.
Ademais, historicamente o país é marcado por uma economia primordialmente agrária e dependente de importação tecnológica. Assim, o giro econômico ligado a área de pesquisa tem pouca força, ocasionando em escassez de vagas no mercado de trabalho, principalmente, no interior do país.Para exemplificar, segundo dados divulgados pelo jornal Estadão, em 2018, 58,7% dos pesquisadores brasileiros concentram-se nas universidades públicas, enquanto a outra parte tem dificuldade de encontrar emprego e fica dependente das bolsas de pesquisas, as quais , como citado anteriormente, tem sofrido diversos cortes nos últimos anos, ocasionando em perda de cérebros para outros países pela falta de oportunidade ofertadas e ocasionando em sérios danos econômicos, uma vez que atualmente os produtos com introdução de tecnologia se tornaram os mais valiosos para exportação.
Portanto, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia ampliar as verbas destinadas a ciência por meio de parcerias com empresas , as quais devem fornecer o investimento para financiar os insumos e salários dos pesquisadores e em troca os órgãos devem devolver resultados de pesquisas destinados ao melhoramento dos produtos e organização das instituições que investirem no ramo, com o objetivo de melhorar a aplicação das pesquisas realizadas e girar dinheiro na área, tornando o mercado mais atrativo para os profissionais .