Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Desde o Iluminismo, no século XVIII, ficou visível que as sociedades só progridem quando o fazer científico e o conhecimento, por meio da razão, são colocados em primeiro plano. No entanto, é notório, no Brasil, o total descaso com esses ideais iluministas. Dessa forma, a crescente fuga de cérebros se torna uma realidade, seja pelo pouco investimento de empresas em ciência e tecnologia, como pela reduzida estabilidade de bolsas de pesquisa em universidades.
Primeiramente, de acordo com a Unesco, nos países desenvolvidos, o investimento em ciência e tecnologia, pelo governo é semelhante ao da indústria. No Brasil, é possível verificar exatamente o contrário, quase todo investimento é bancado pelo governo. Isso ocorre, pois a maior parte das indústrias no país são de origem estrangeira, que induzem o desenvolvimento e inovação na matriz. Nesse sentido, esse desequilíbrio nos investimentos força essas pessoas, altamente qualificadas, a emigrarem do país.
Além disso, é importante destacar a instabilidade de bolsas de pesquisas nas escolas superiores nacionais como impulsionadora do problema. Em contrapartida, univerisidades no exterior, como Genebra, na Suíça, estão, cada vez mais, criando oportunidades de bolsas de trabalho e pesquisa para estrangeiros com qualificação. Desse modo, atraindo estudantes e pesquisadores em busca de valorização e melhores condições.
Pode-se afirmar, portanto, que a fuga de cérebros é uma problemática para a construção de uma sociedade que prega igualdade e progresso. Assim, para que o problema seja extinto, é fundamental uma ação do Poder Legislativo que deve, por meio de projetos de leis estimular as empresas em desenvolvimento de pesquisas como investimento com ganhos reais. Possivelmente, assim, a retenção de cérebros, no Brasil, se tornará realidade.