Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/01/2021
A ciência e tecnologia são cruciais para o desenvolvimento da sociedade, ao contribuírem consideralvemente para o avanço desta em questões como a medicina e melhora na qualidade de vida. No entanto, no que diz respeito ao Brasil, os avanços tecnológicos e científicos não são realidade, devido à falta de investimento e valorização dessas áreas. Sendo assim, tem-se como consequência a “fuga de cérebros” - em que jovens estudantes acabam por migrar para outros países em busca de oportunidades de pesquisa e estudo por exemplo - que deve ser combatida para avanços no país.
Decerto, como mostra o artigo 218 da Carta Magma “O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação científica, tecnológica e a inovação”. Contudo, diferente do que prevê o ordenamento jurídico do país, os incentivos e investimentos governamentais ,nesses setores, são desprovidos e muitas vezes utópicos. Dessa forma, a “fuga de capital humano” -emigração de estudantes em massa- torna-se cada vez mais recorrente ,visto que, Brasil inviabiliza os estudantes de oportunidades no crescimento profissional, o que compromete o desenvolvimento da nação.
Além disso, o jornal Gazeta do Povo relatou um dos motivos da “fuga de cérebros” ocorrer no Brasil, em que “Uma grande parcela da população não acredita que financiamento em ciência seja algo positivo, diferente de países de primeiro mundo nos quais o cientista é respeitado e valorizado”. De forma análoga ao jornal, é notório que a ciência não é valorizada no território brasileiro e que países de primeiro mundo têm sido atrativos por valorizarem essa área tão importante que viabiliza inúmeros avanços sociais. Desse modo, o país acaba prejudicado, perde um grande potencial de inovações e melhorias.
Diante disso, é evidente que a “fuga de capital humano” na nação deve ser combatida e que a valorização dos setores científicos e tecnológicos podem reverter esse quadro no país. Contudo, cabe ao Ministério da Economia liberar verbas para a área de pesquisa em universidades públicas de modo a possibilitar estudantes de inovarem o conhecimento e tornar o país “receptor” de cérebros no mundo. Ademais, deve haver a implementação da disciplina “Ciência e Tecnologia” nas escolas -pelo Ministério da Educação em parceria com as instituições escolares- ministrada por professores da área de ciências da natureza e pesquisadores de universidade,visando incentivo a valorização da sapiência e futura diminuição na “fuga de cérebros” no Brasil em que estudantes não terão de ir para outros países buscar por oportunidades.