Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/01/2021
O advento da tecnologia possibilitou o avanço de diversosas nações a conquistar o título de potência. No entanto, países como o Brasil, que não investe tanto em novas tecnologias e pesquisas, continuam a ter problemas de desenvolvimento. Apesar dos esforços para potencializar o país, a fulga de celébros também se mostra um grande problema. Pode-se dizer, então, que o descaso com os cientistas e a falta de investimento nos Institutos Tecnológicos são os principais responsáveis pelo quadro.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para potencializar as pesquisas nacionais. Para Steve Jobs, a tecnologia move o mundo, porém isso não ocorre no Brasil. Devido ao histórico colonial de exploração e posteriormente exportador de commodities, o que é ainda hoje, o país demorou a se industrializar, o que só ocorreu no século XX com a conquista da república. Ainda sim, mesmo com esse atraso, o Brasil tem tudo para uma revolução tencnológica, porém investir em pesquisas não é uma opção para o pais, que prefere comprar tecnologias já desenvolvidas de super potências como Estados Unidos e China.
Outrossim, a emigração de cientistas também contribui para o retardo do desenvolvimento. Com uma infraestrutura faltante e pouco investimento, diversos profissionais talentosos estão a abandonar seu lugar de origem em busca de melhores oportunidades, em lugares que serão recebidos pela comunidade científica e terão acesso à tecnologia de ponta. Essa emigração ocorre, porque profissionais que querem permanecer no Estado tem de a enfrentar diversos desafios, como a falta de inovação, infraestrutura, o desperdício de recursos, de equipes e baixo salário.
Infere-se, portanto, que inovar o setor tecnológico é essencial para permanência dos profissionais. Dito isso, o Governo Federal como instância máxima de administração executiva, deve investir mais no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para esse realizar as reformas necessárias no setor tecnológico, com o fito de atrair, e não retrair profissionais. Além disso, os Institutos tecnológicos, como as universidades, recebendo esses investimentos, deve inovar, financiando pesquisas e dando suporte aos pesquisadores. Só assim a fuga de celébros será combatida, pois como disse Heráclito “Nada é permanente exceto a mudança”.