Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 15/01/2021

A série americana ´´Cara Gente Branca´´, retrata a vivencia de vários estudantes da universidade de Winchester, dentre eles um estudante nigeriano que migra para os Estados Unidos em busca de melhor qualidade de vida e estudantil. Fora da ficção esse fenômeno social é intitulado de ´´fuga de cérebros´´. O nome é dado exatamente pelo fato de muitos estudiosos e cientistas saírem de seu pais natal e migrarem para outro pais mais desenvolvido. O brasil vem sofrendo de tal fenômeno de forma exponencial atualmente, uma vez que países desenvolvidos buscam investir em ciência e tecnologia, e o Brasil, de forma antagônica, sofre com o sucateamento cientifico.

Precipuamente, é fulcral pontuar que países desenvolvidos e emergentes têm investido grandemente em ciência e tecnologia. As Tics – tecnologias da informação e da comunicação – são, nos dias de hoje, o principal investimento de países ricos que buscam maior qualidade de vida e praticidade. Diante disso, muitos brasileiros que buscam sucesso profissional na carreira científica e acadêmica se mudam para países com índice de crescimento tecnológico, e esse fator acarreta no aumento exponencial do número de emigrantes brasileiros.

Entre as causas do fenômeno de emigração, pode-se citar o sucateamento da ciência nacional como uma das maiores causas do problema. Esse fenômeno tem esse nome devido ao descaso do Estado para com o investimento na ciência no país. Um exemplo desse caso é a corta de verba no projeto ´´Ciências sem Fronteiras´´, que proporciona bolsas de intercambio para alunos de faculdades federais e após isso retornam ao país para conclusão dos estudos. O corte de verba nesse projeto demonstra a displicência do governo em investir em novas tecnologias, aumentando o índice de intelectuais emigrantes.

Diante do exposto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação deve direcionar verbas para aumentar o número de bolsistas pelo programa Ciências sem Fronteiras, assim os estudantes importarão conhecimento e, este será aplicado em solo nacional, para o avanço tecnológico e cientifico do país.