Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 04/02/2021
A peste negra dizimou boa parte da Europa. Visto que, à época, o conhecimento de medidas profiláticas e preventivas era “embrionário”. Todavia, isso mudou e muitas morbidades são controladas por meio de vacinas, graças à ciência. Ainda assim, surgem constantemente novas variações de microorganismos, que obrigam o meio científico a correr contra o tempo. Nesse contexto, é indispensável haver investimento tecnológico, mas também dados sobre o tema, situação que erroneamente não ocorre no Brasil, a qual provoca a “diáspora científica”.
Inicialmente, é importante salientar que a efetividade científica está atrelada à perícia do cientista mas, sobretudo, aos equipamentos de que dispõe para pesquisar. Nessa lógica, a exemplo, supõe-se haver dois cientistas, um deles dispõe de um microscópio eletrônico, ao passo que o outro possui um óptico, sabe-se que o eletrônico amplia cerca de 166 vezes mais que o óptico e possibilita, assim, ao cientista perceber a composição do que vê, a forma de arranjo do composto e, de modo geral, implica em precisão matemática à pesquisa/estudo. Assim, naturalmente, o aspirante à cientista que possui perícia buscará um meio (outro país) com tecnologia de ponta para que possa ter sua efetividade maximizada.
Nesse contexto, destaca-se ainda que o fenômeno da diáspora é pouco estudado. Uma vez que não há dados fidedignos acerca do local de estabelecimento do imigrante, bem como do ofício desenvolvido, e outras informações indispensáveis para que se possa avaliar com precisão e erradicar a problemática, conforme Ana Maria Carneiro, pesquisadora da diáspora científica brasileira. Com isso, a própria população é quem sofre, fato que veio à tona com a corrida da vacina da COVID-19, que precisou de parcerias estrangeiras para ser desenvolvida no país, como a parceria com a China, para a vacina “Coronavac”. Enquanto que, na ponta da linha, microempreendedores viram seus negócios desabarem, assim como multidões perceberam o termo vital de seus entes queridos, situações que poderiam ser minimizadas, caso houvesse equipamentos de tecnologia de ponta para os cientistas.
Destarte, é preciso que os cientistas brasileiros tenham tecnologia de ponta para que possam pesquisar, para tal o Ministério da Ciência, Técnologia e Inovação deve adquirir tais equipamentos, por meio de licitações. Em adição, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística deve levantar dados acerca da diáspora, por meio do contato com os imigrantes, a fim de que haja conhecimento do problema e, com efeito, as ações para erradicá-lo sejam efetivas, a ponto do Brasil ser atrativo aos cientistas.