Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 28/03/2021
O economista britânico Sir Arthur Lewis afirmou, em uma de suas teses, que ‘’educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido’’. Dessa forma, exaltando a importância de investir-se em conhecimento e pesquisas, que irão sempre contribuir de forma positiva para o desenvolvimento científico. Entretanto, o Brasil é foco de um fenomêno chamado ‘‘brain drain’’ (fuga de cérebros), que está intimamente ligado à falta de investimento na educação oferecida pelo Governo e à falta de reconhecimento e valorização dada às pesquisas e ao conhecimento no país.
Em primeiro plano, faz-se necessário compreender à falta de investimento na ciência brasileira, que transforma o ambiente acadêmico em um local precário e desfavorável ao desenvolvimento, fazendo com que estudiosos decidam deixar o país. Entanto, mesmo com a ‘‘diáspora de cérebros’’ já sendo um fator preocupante para o avanço científico local, o setor continua a ser desprezado. Como prova, analisa-se a divulgação do corte de 34% da verba anual oferecida ao Ministério da Ciência, tecnologia e inovações (MCTI) aprovado pelo Governo Federal. Em decorrência disso, os cientistas e doutores optam por sair do Brasil em busca de um ambiente mais favorável à ciência, que incentive as inovações e ofereça os meios necessários para isto.
Ademais, outro obstáculo para a prática do saber no país, é o não reconhecimento da necessidade de estudiosos e cientistas para a evolução das pesquisas brasileiras como um todo. Por consequente, a Universidade de São Paulo (USP) divulgou o resultado de uma pesquisa revelando que 35% dos brasileiros com doutorado estão desempregados. Assim, confirmando o ambiente que não valoriza a educação e desestimula a inovaçaõ e o estudo, sendo causa da perda de mentes brilhantes.
Logo, depreende-se que atitudes precisam ser tomadas para mudar o cenário atual. Dessa forma, infere-se que o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Economia, elabore um plano para aumentar as verbas destinadas à universidades e centros de pesquisa, incentivando o ambiente acadêmico e científico. Pois, somente assim, será possível evitar a fuga de cérebros e promover um ambiente adequado para o desenvolvimento.