Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 09/04/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à educação. Entretanto, no Brasil, nota-se que os desafios no combate à fuga de cérebros impossibilita que uma parcela da população usufrua desse direito internacional na prática. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a negligência estatal e a falta de mão-de-obra qualificada no campo científico.
Em primeira análise, deve-se pontuar a ineficiência governamental com a educação científica no Brasil. Nesse viés, de acordo com o artigo 218 da Constituição Federal, é dever do Estado incentivar o desenvolvimento da ciência. Contudo, percebe-se que a realidade é justamente o oposto para uma parte da população, haja vista que muitos cientistas e pesquisadores decidem ir embora do Brasil, por falta de investimentos, principalmente, em laboratórios e capacitação tecnológica. Diante do exposto, torna-se imprescindível políticas públicas que forneçam subisídios para a modernizaçao científica brasileira.
Ademais, vale ressaltar a perda de talentos da área da ciência para os países, como Estados Unidos e Inglaterra. Nesse contexto, segundo Steve Jobs, um dos fundadores da empresa apple, a tecnologia move o mundo. De maneira análoga, os conhecimentos ciêntíficos transformam a vida da sociedade, porque ajudam na descoberta e cura de doenças, por exemplo. Conquanto, observa-se que com a fuga de cérebros, o Brasil está cada vez mais ficando sem mão-de-obra qualificada para efetuar pesquisas e desenvolver tecnologias, para a elaboração da vacina contra o coronavírus própria do Brasil, por exemplo. Dessa forma, é substâncial que orgãos públicos tomem providências para reverter tal panorama social.
Em suma, são necessárias medidas para amenizar os desafios da fuga de cérebros no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, investir em ciência e tecnologia, construindo laboratórios nas escolas para capacitar os estudantes científicamente e destinar recursos para pesquisas fornecendo equipamentos qualificados e crédito financeiro, a fim minimizar a perda de profissionais da tecnologia. Enfim, a partir dessas ações, será possível impelir uma coletividade na sociedade fiel aos ideais da Declaração Universal dos Direitos Humanos.