Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/04/2021

A série “The Big Bang Theory” evidencia, entre outros aspectos, a vida do personagem Rajesh, um cientista indiano que, por não ter sua profissão valorizada no seu país, buscou em outro país essa valorização acadêmica. No contexto brasileiro atual, a fuga de cérebros caracterizada na série está presente massivamente na sociedade, tendo em vista a pouca motivação brasileira em ofertar condições ideais para a consolidação de estudos e pesquisas dos intelectuais.Nesse sentido, devido à insuficiência estatal e à base educacional lacunar, emerge um problema desafiador.

Em primeiro plano, destaca-se a falta de políticas públicas suficientemente efetivas no combate ao fenômeno da “fuga de cérebros”, o que contraria o direito constitucional à formação intelectual integral.A esse respeito, o filósofo iluminista Jonh Locke denfende que “As leis fizeram-se para os homens e não para as leis”, ou seja, não basta a criação de normas sem uma verificação delas na realidade social.Nessa lógica, entretanto, percebe-se que a legislação não está cumprindo o seu papel na prática, ora ao negligenciar investir no trabalho dos “cérebros brasileiros” -pessoas com alto potencial para promoverem melhorias por meio de seus estudos-, ora por não facilitar a concretização de uma infraestrutura adequada para as pesquisas acadêmicas, o que ,consideravelmente, contribui para essa problemática. Assim, é fundamental a destinação de recursos financeiros e materiais para evitar a ocorrência desse fenômeno e, logo, estimular o desenvolvimento acadêmico do Brasil.

Além disso, a má influência educacional também contribui para a desvalorização dos “cérebros”, o que é identificada na educação, por vezes deficitária, proporcionada pelas escolas. Sob essa ótica, o teólogo Rubem Alves afirma que as escolas podem ser comparadas a assas ou a gaiolas, haja visto a possibilidade de promoverem libertação ou condições de incompreensão.Nessa perspectiva, é evidente que, por não entenderem a importância dos intelectuais brasileiros, os estudantes podem não perceberem as consequências da “fuga de cérebros”, uma vez que as escolas, muitas vezes, não promovem amplamente palestras e debates sobre esse acontecimento com os alunos,possibilitando a não reivindicação do combate a esse fenômeno por parte dos estudantes.

Portanto, necessita-se combater esse entrave.Para isso, cabe ao Ministério da Educação formular um auxílio financeiro para alunos do ensino superior por meio da inclusão dessa estratégia na base de Diretrizes Orçamentárias, com a finalidade de facilitar as pesquisas dos estudantes, bem como de evidenciar a importância dos intelectuais para o país.Nesse contexto, deve ocorrer a oferta desse auxílio,  principalmente, para alunos de baixa renda dispostos a realizarem pesquisas acerca da sua área.Dessa forma, possivelmente, a “fuga de cérebros” retratada na série será coibida no Brasil.