Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 13/04/2021

Na fórmula de Bhaskara, o resultado depende dos valores das variáveis presentes na função. De maneira análoga a isso, a fuga de cérebros está diretamente ligada à omissão governamental e à desvalorização social, já que essas “variáveis” impulsionam esse problema no Brasil.

Primeiramente, é lícito postular a negligência governamental como causa desse revés. Percebe-se que, no Brasil, a ciência é pouco valorizada, visto que nos últimos anos a migração de profissionais qualificados para outros paises vem crescendo, como exemplo para os EUA, segundo o WordPress. Isso comprova a falta de investimento na educação e em pesquisas acadêmicas e científicas, mitigando o número de pesquisadores e especialistas capacitados no país.

Segundamente, outro fator a salientar é a desvalorização social. No Brasil os pesquisadores não têm prestígio como deveriam. Como exemplo, influencers detêm alto poder aquisitivo conquistado postando fotos em suas redes sociais, enquanto pesquisadores como a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, precisam lidar com a escassez de recursos utilizando os próprios meios.

Diante dos fatos apresentados, é evidente a necessidade de dissolução desses empecilhos para solução do embróglio, e assim, como na fórmula de Bhaskara, alcançar o resultado esperado. Dessa forma, é dever do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, órgão responsável por garantir o investimento e êxito das pesquisas, garantir a valorização e a remuneração dos cientistas. Isso deve ser feito por meio de mudanças na logística de investimento para essa área, para garantir a permanência de talentos no país. Além disso, o Ministério da Educação, órgão responsável pela grade educacional brasileira, deve suprir a carência informacional em relação aos cientistas e pesquisadores brasileiros, por meio de campanhas e mudanças pauta de estudo, para assim, garatir que o Brasil seja um refúgio para todos os cérebros e descobertas.