Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 19/04/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante igualdade de tratamento à todos. No entanto, a prática brasileira da desvalorização das pesquisas científicas impacta na qualidade de vida da nação. Tal ação negativa ocorre a partir dos baixos investimentos na ciência e da falta de incentivos durante e depois do ensino superior, estímulos para a fuga de pesquisadores.

A princípio, o Brasil é um país dependente do trabalho manual desde a colonização do século XVI. Sendo assim, a carência de recursos e de atenção voltados para a área científica motiva o brain drain, ou seja, influencia a saída de cientistas e doutores para países em que a pesquisa é valorizada. Segundo o filósofo Platão, em sua Alegoria da Caverna, quem enxerga apenas o que lhe é posto à frente, não é capaz de adquirir uma alma racional que possui amor ao conhecimento. Dessa forma, os governantes que não investem na ciência do próprio país demonstram uma incapacidade de enxergar os pontos positivos que as pesquisas trazem.

Outrossim, a dificuldade em concluir a graduação no Brasil causados pela falta de capitais investidos, já é um passo para o desinteresse dos profissionais em se manterem na terra natal. Por conseguinte, os atrativos no exterior parecem ainda maiores, visto que o patriotismo gera maiores incentivos para acolher doutores e cientistas. Consoante ao pensamento do sociólogo Debord, a sociedade do espetáculo resulta em uma geração superficial e relaciona-se com a despreocupação social da população brasileira em manter pesquisadores no país. Ademais, o desinteresse dos governantes em prestar reconhecimento aos esforços dos cérebros que trabalham pela nação acaba motivando a fuga para onde tal problema não acontece.

Portanto, é necessário que o Ministério da Economia, por meio de economistas e doutores, rearranje a distribuição de recursos, a fim de destinar ao setor das pesquisas uma quantidade maior, para que mais estudos sejam realizados. Ainda assim, o Ministério da Educação, através de mídias sociais, deve informar a população dos avanços realizados nas universidades públicas, com o intuito de aumentar os graduandos que almejam permanecer no Brasil. Somente assim, a fuga de cérebros deixará de ser um problema.