Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 23/04/2021
A Constituição Brasileira em seu artigo 218 diz que o Estado promoverá o desenvolvimento e a pesquisa científica. Na esteira desse processo, a fuga dos cérebros, ocasionada pela falta de investimento no setor científico, vai contra esse direito social. Nesse sentido, as consequências geradas por esse problema acabam impactando toda a sociedade, constituindo-se, assim, como uma barreira para o desenvolvimento pleno.
Em primeiro lugar, é imperioso saliente que havia inúmeros incentivos à ciência, como as ciências sem fronteiras, mas os cortes anteriores após o ex-presidente Michael Temer assumir o cargo em 2016. Nesse viés, a pesquisa cientifica, que já não era tão procurada , passou a ser praticamente extinta no Brasil visto que os cortes se tornados tão profundos que não é possível manter como pesquisas, pois falta estrutura nas pesquisas e bolsa para pesquisadores, fazendo com que houvesse um aumento elevado no número de pesquisadores levando seu trabalho para outros países.
Sob essa perspectiva, a terra verde amarela carrega em seu bojo as sequelas desse estigma social. É possível observar as consequências que esse problema traz ao território brasileiro analisando o caso da brasileira Daniela Ferreira, que esteve em frente as pesquisas e testagem da vacina do Covid na Universidade de Oxford no Reino Unido. Se houvesse o incentivo no país, ela poderia, junto com outros cientistas, ter ajudado a desenvolver uma vacina brasileira com mais rapidez e sem a necessidade de comprar outros países, acelerando ainda mais a imunização no Brasil. Sendo assim, torna-se cristalino que a fuga de cérebros impede os avanços de direitos sociais garantidos pela constituição.
Dessa forma, medidas compartilhadas entre o Poder Público e a sociedade civil são obrigados a se combater esse hematoma social. Nessa égide, o Estado, através do Ministério da Educação, deve desenvolver estratégias para incentivar a pesquisa científica desde o ensino fundamental, promovendo concursos com premiações para os jovens que desenvolverem projetos de pesquisa, principalmente aos estudantes de escola pública. Além disso, o Ministério da Educação deve investir no ensino superior, fornecer laboratórios modernos e bem equipados, além de bolsas de mestrado e doutorado, fornecer apoio aos estudantes. Feito isso, o direito garantido pela constituição será, de fato, uma realidade.