Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 17/05/2021
Mediante o artigo 218 da Constituição Federal Brasileira, o Estado tem o dever de fomentar pesquisas e qualificações científicas à população. Contudo, esse não é o cenário vivido pelo país, devido à expressiva fuga de cérebros que ocorre todo ano. Destarte, convém analisar os desafios desencadeados pelo impasse, como o progressivo corte de verbas e a desvalorização de cientistas.
Sob tal panorama, é válido ressaltar que as raízes da defasagem do ensino brasileiro se iniciam na educação básica e vão até as pós-graduações. A esse respeito, segundo uma matéria do jornal Correio Braziliense, a UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro – assim como outras universidades podem fechar, a pretexto do baixo repasse de recursos financeiros, prejudicando, dessa forma, o a criação científica. Logo, infere-se que a poupança de gastos na população, a longo prazo, compromete o desenvolvimento de pesquisas.
Ademais, sabe-se que os cientistas brasileiros não são incentivados, no que tange a falta de reconhecimento e a dificuldade em conseguir os insumos necessários. Seguindo essa premissa, o sociólogo alemão, Karl Marx, defende que os trabalhadores preferem ter prestígio do que ganhar melhores salários. Em síntese, esses profissionais optam por trocar seu país de origem por outro onde a ciência e tecnologias são mais notórios, visando melhores oportunidades laborais e maior visibilidade.
Portanto, depreende-se que o progressivo corte de verbas e a desvalorização de cientistas precisam ser combatidos. Para tal, é mister que o Governo Federal Brasileiro destine uma maior porcentagem do PIB à educação. Além disso, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), crie um programa nacional de premiação de cientistas brasileiros por seus feitos e que, também, incentive o estabelecimento de empresas de suporte à ciência, com o intuito de proporcionar melhores condições de trabalho aos pesquisadores brasileiros.