Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 27/05/2021
A Constituição Federal de 1988 afirma: é dever do Estado incentivar o desenvolvimento científico. Entretanto, é visto que à fuga de cérebros no Brasil está em ascensão, em virtude dos desafios no seu combate. Dessa maneira, em razão da negligência governamental e da desvalorização do profissional especializado, emerge um problema complexo.
A priori, deve-se ressaltar a falta de atuação das autoridades como um desafio no combate a emigração dos trabalhadores qualificados. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar social. Sob essa ótica, vê-se a necessidade do governo em investir no desenvolvimento científico, o qual é totalmente desvalorizado no país. Desse modo, essa desvalorização proporciona um ambiente que não seja promissor ao trabalho profissional e faz com que ocorra à fuga dos trabalhadores.
Além disso, outro problema observado é o descaso aos profissionais que são especializado, já que o exercício da ciência no Brasil é um desafio comparando-se a outros países, os quais apresentam maiores oportunidades e sálarios. Isso é comprovado na pesquisa feita pelo Fernando Nogueira Costa, o qual demonstrou dados de 2017, ano que houve a saída de 21.236 profissionais qualificados para os Estados Unidos.
Infere-se, portanto, que há inúmeros desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil. Sendo assim, cabe ao Estado, detentor máximo do bem-estar social, proporcionar a valorização do desenvolvimento científico - a exemplo dos Estados Unidos, onde novas pesquisas são feitas constantemente - por meio de investimentos na área. A fim de combater a saída de trabalhadores especializados, o que irá tornar o país qualificado. Somente assim, os ideais iluministas da Carta Magna serão alcançados e o problema será solucionado.