Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 27/06/2021
De acordo com a Constituição brasileira, é dever do Estado promover e incentivar o desenvolvimento da ciência. No entanto, a carência de investimento do Governo nas universidades, os tecnopolos do país, e no trabalho científico colabora para a fuga dos pesquisadores para outros países que ofereçam maiores oportunidades para o desenvolvimento acadêmico e profissional. Desse modo, é indiscutível que o direito presente na carta magna não está sendo viabilizado, fator que colabora para a formação de desafios para a evolução da nação.
Em primeiro lugar, segundo Thomas Hobbes, filósofo ingês, é responsabilidade do Estado promover o bem-estar social. Contudo, a falta de investimentos do Governo nos centros de pesquisas do país, as universidades, ou seja, apoio financeiro para a compra de equipamentos para o desenvolvimento de pesquisas e a promoção de maiores ofertas de bolsas de estudos, como mestrado e doutorado, compromete o bem-estar tanto do avanço das descobertas científicas quanto do trabalho do pesquisador. Logo, é inaceitável a falta de prioridade do Governo na aplicação de recursos financeiros em centros acadêmicos e projetos científicos.
Ademais, a perda de cientitas, na idade média, era causado pelo aprisionamento ou morte do indivíduos, pois a igreja católica, como maior instância de poder da época, julgava-os como hereges e bruxos. Entretanto, atualmente, a perda de cérebros científicos está sendo provocada pela falta de verbas para o incentivo do trabalho dos cientistas, pois conforme o Instituto de Geografia e Econômia, no ano de 2015 a verba destinada para a área das pesquisas eram de 13 milhões, mas em 2020 caiu para cinco milhões, fator que vem ocorrendo nos últimos anos. Dessa maneira, a marginalização do trabalho científico impulsiona os jovens a procurarem reconhecimento profissional em outro país e, assim, o Brasil perde indivíduos que ajudam promover o desenvolvimento econômico, por exemplo.
Inferem-se, portanto, desafios para o combate da fuga de cérebros no território nacional. Por isso, o Estado, por meio de verbas governamentais, deve aumentar o orçamento destinado ao Ministério da Ciência e Tecnológia, especificamente ao setor de desenvolvimento de pesquisas nas universidades públicas e Federais, com o objetivo de proporcionar maior apoio financeiro para compra de equipamentos e desenvolvimentos de pesquisas, a fim de estimular maior amparo e prestígio ao trabalho do cientista. Com isso, o direito Constitucional será viabilizado a sociedade.