Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 07/07/2021
‘‘No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho’’. Esse trecho é do poema de Carlos Drummond de Andrade, escritor modernista, e faz analogia à problemática da fuga de cerébros no Brasil, a qual se dá pela desconfiança geral e falta de investimento do governo.
Em primeiro lugar, vale dizer que a falta de interesse na ciência, por parte da população brasileira, agrava o entrave. Dessa forma, essa não se desenvolve na sociedade, permanecendo restrita aos grandes centros acadêmicos, como: universidades e institutos federais de educação. Parafraseando o filósofo Voltaire ‘‘a ignorância só pode ser superada pela ciência’’. Assim, pode-se entender que a falta de conhecimento deixa os canarinhos sem a garantia de um dos direitos constitucionais - a educação.
Ademais, é importante ressaltar que a escassez de investimento do governo precariza a situação. Além disso, pode-se relacionar esse fato ao modelo de colonizaçao brasileiro- o de exploração - o qual visava somente o lucro. Para ilustrar, nota-se a criação da primeira universidade no país em 1808, demonstrando como a delegação nessas instituições não é prioridade. Logo, diante dos fatos mencionados, medidas devem ser tomadas.
Segundo o filósofo Sêneca, ‘’não corrigir os erros é o mesmo que cometer novos’’. Portanto, é dever do Estado, em parceira com o Ministério da Ciência e Tecnologia, investir na ciência. Dessa maneira, cabe ao Poder Legislativo criar uma lei que obriga os estados e municípios a destinarem uma parte do dinheiro arrecadado com impostos ao Fundo de Desenvolvimento da Ciência, esse será criado com o objetivo de incentivar a publicação de novas pesquisas e apoiar aos cientistas. Somente assim, com o fito de destruir a pedra descrita por Drummond, a fuga de cerébros será amenizada.