Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 16/07/2021
Fuga de cérebros: a premeditada morte encefálica do Brasil
Cientistas são o cérebro de uma sociedade e a falha desse pode levar a uma morte cerebral fazendo o corpo ser dependente de máquinas extracorpóreas para sobreviver. Esse é o movimento que pode ser observado no Brasil, enquanto todos os países desenvolvidos procuram valorizar a ciência e reforçar o seu time de cientistas a Federação Brasileira caminha a passos largos na contramão criando a chamada fuga de cérebros. O que causa o êxodo de pesquisadores e estudiosos brasileiros? E quais são as consequências disso?
Em 2014, quando o Brasil passava pela endemia do Zika Vírus, pesquisadores brasileiros foram elogiados internacionalmente pelas suas pesquisas e pela rápida descoberta da relação do Vírus com a microcefalia. Atualmente, na pandemia do Sars-Cov-2 o Brasil se encontra dependente da China para a fabricação de vacinas e atrasado com a criação de uma própria. A qualidade e formação dos pesquisadores não mudou, mas a valorização deles sim. Verbas destinadas à ciência se encontra em uma linha decrescente desde 2013 diminuindo as bolsas para os pesquisadores que desamparados e sem ofertas de trabalho se mudam para um país onde a ciência é valorizada.
Deste modo o Brasil virou um exportador de cérebros o que aumenta cada vez mais a dependência tecnológica do país e reforça a posição brasileira de produtor primário, como se o país renovasse o “tratado de pães e vinhos” – acordo firmado com a Inglaterra após a independência, que colocava o país sempre em déficit na balança comercial, pois o mesmo era obrigado a comprar produtos com alto grau de tecnologia e vender matéria prima – só que cada vez com a potência econômica vigente.
Portanto, a perda de cientistas e doutores é um fenômeno que já está gerando grandes problemas para a população brasileira, mas que pode ser resolvido. O Governo Federal deve direcionar mais verba para a ciência, no setor acadêmico, aumentando as bolsas dos pesquisadores e, no setor escolar, levando para as escolas públicas laboratórios que incentivem as crianças e adolescentes a seguirem a área da pesquisa. Retirando, assim, as máquinas extracorpóreas da nação ao devolver sua autonomia científica e tecnológica.