Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 27/07/2021

A pesquisa cientifica exerce um papel crucial na vida das pessoas, porque, é através dela que se desenvolvem vacinas, remédios, desenvolver tecnologias. Por exemplo, graças a pesquisa do cientista, Alexander Fleming, após esse ter servido como médico na primeira guerra mundial, foi possível descobrir a penicilina, a qual posteriormente veio a salvar milhões de vidas. Porém, a redução do investimento em pesquisa e as condições precárias de trabalho estão levando o Brasil a perder cientistas, os quais são fundamentais para o futuro do país.

De início, ressalta-se que o baixo investimento é um dos fatores determinantes para fuga de pesquisadores. Visto que, segundo dados da Unesco o Brasil tem investido cerca de 1,26% do PIB em ciência, enquanto que os países mais desenvolvidos investem pesado em ciência, isto é, Alemanha com 3,09%, Japão com 3,26%, Coreia do Sul com 4,53%, Israel com 4,95% e os Estados Unidos com 2,84% de um PIB de mais de 21 Trilhões de dólares. Sendo assim, o Brasil está atrasado em relação a valorização da ciência.

Nesse sentido, as condições de trabalho é outro fator determinante. Uma vez que, os professores estão e alunos trabalham com equipamentos sucateados ou ultrapassados, falta de insumos, atrasos nos pagamentos das bolsas de estudo, além de tirarem dinheiro do próprio bolso para tocar pesquisas. Por conseguinte, o ambiente de trabalho torna desmotivante, e quando torna inviável tocar a pesquisa no país ou recebem oportunidades melhores em outros países, esses acabam migrando.

Logo, a soma de todos estes fatores faz com que os cientistas brasileiros migrem para outras nações em busca de condições melhores para desenvolverem suas pesquisas. Para o Brasil mudar o quadro atual, é necessário desenvolver um plano de investimento regular, por exemplo, destinar no mínimo 3% do PIB, e investir na indústria nacional para que esta seja capaz de absorver os cientistas brasileiros.