Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 01/09/2021

Um fenômeno geográfico que ocorre cada vez com mais intensidade é a fuga de cérebros, em que pessoas com alta formação vão de países geralmente subdesenvolvidos para países, com alta tecnologia. Em primeira análise, esse processo acontece, pois, as pessoas, com altos graus de especificação, não encontram emprego ou incentivos em seus países de origem, o que, paralelamente, ocorre no Brasil. Assim, é danoso ao país visto que anos de educação não culminarão em um fruto à nação.

Convém analisar, de início, que após anos adquirindo cargos e graus maiores de graduação, em países subdesenvolvidos, não se vê uma expectativa, por causa da inexistência de cargos que suprem a formação de tão alto nível. Então, a fim de receberem a remuneração merecida, os pensadores aceitam propostas para compor a área científica de outros lugares, o que ocorre principalmente entre países. Consoante a isso, a gestão do Brasil prefere políticas de progresso para curto prazo, a exemplo, a reforma do ensino médio que revoluciona para a prática. Logo, não tem cargos que absorvam esse povo com alta especificação.

Outrossim, há a falta de incentivo para desenvolvimento, a qual desestimula os pesquisadores na permanência no território pátrio. Enfim, esse desestímulo, que leva, futuramente, à emigração, advém da manutenção de uma estrutura precária e falta de verba para iniciativas. Desse modo, ao ter frágeis políticas de incentivos, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CPNq), fundação pública que objetiva fomentar o desenvolvimento científico, que sofre com o subfinanciamento, não é suficiente para combater a fuga de cérebros. Por fim, o Brasil entrega oportunidades a outros países de usufruir da própria criação.

Portanto, vistos os maiores causadores da “diáspora” de especializados, é notado a essencialidade do combate à fuga de cérebros. Para isso, O Estado deve contribuir no financiamento de pesquisas por meio do aumento no percentual do PIB destinado à área de ciência e desenvolvimento. Ações tomadas a fim de propiciar a permanência de pensadores, e, até mesmo, se tornar uma zona de atração. Ademais, após isso haverá um aumento em vagas de emprego para esse público. Dessa maneira, o Brasil se tornará um país com maior competitividade e mais desenvolvido.