Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 30/08/2021

Consoante ao Artigo 5º da Constituição brasileira, estão entre os objetivos do Governo garantir o desenvolvimento nacional, e construir uma sociedade justa e livre, os quais ainda não são uma realidade no contexto em que vivemos. Muitos brasileiros que possuem condições para morarem em outros países, geralmente não perdem a oportunidade, tendo em vista das condições atuais que estamos sendo submetidos, como a falta de investimento na educação, uma renda mal distribuída, entre outros fatores. Consequentemente, muitas pessoas preferem se mudar para algum lugar com melhores oportunidades em relação ao campo científico, ao invés de continuarem nesse país.

Devido à essa fuga de cérebros, no futuro podem acabar havendo impactos no mercado de trabalho, com a perda da mão de obra especializada, levando o país a ter de encontrar pessoas de fora para contribuírem nesse quesito, ou mesmo importando produtos fabricados em outros países. Tendo em vista que, a principal fonte de exportação brasileira, provém de produos de origem primária, estagnando a produção local apenas em mercadorias mais simples, ao invés de haver um investimento em setores mais complexosComo exemplo temos Daniela Ferreira, que liderava a elaboração de vacinas no início de sua produção, logo se ela estivesse ainda no Brasil, o Brasil não teria de importar tais doses.

Quando não há o incentivo em relação às pesquisas científicas, segundo o educador Paulo Freire, logo a transformação no meio educacional será menor, também interferindo na vida dos indivíduos daquele meio. Ainda que, no Artigo 218 da Constituição, é afirmado um grande investimento no meio científico e nas tecnologias, e pode-se deduzir que isso não é uma realidade. Ainda que a fuga de cérebros seja um assunto repercutido, ao que parece não são aplicadas as leis com relação a isso, fazendo com que elas não passem da teoria, e não sejam colocadas em prática.

Como solução, o Ministério da Educação poderia criar concursos incentivantdo os estudantes a se interessarem pelo meio científico, envolvendo premiações para cativar mais os jovens, principalmente da rede pública, que muitas vezes não tem muitas oportunidades nesse aspecto. Outra proposta de intervenção, também pelo Ministério da educação, seria a ampliação dos investimentos no ensino superior, como melhores equipamentos, mais bolsas de estudo, para que as pessoas também adquiram um maior interesse nessa área do conhecimento.