Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 01/09/2021
Durante a década de 1970, houve a Revolução Técnico-Científico-Informacional, que proporcionou novas descobertas nas áreas da ciência e tecnologia. Contudo, apesar da vasta evolução nos campos científicos, a valorização dos pesquisadores não é uma realidade da sociedade brasileira, visto que os índices de saída dos cientistas para o estrangeiro são alarmantes. Sob tal ótica, os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil merecem amplos debates, haja vista que a infraestrutura necessária para a realização de um trabalho qualitativo é escassa, além de o exterior proporcionar melhor qualidade de vida e reconhecimento aos funcionários da área. Destarte, urge a tomada de medidas eficazes a fim de melhorar o âmbito científico.
Deve-se destacar, primeiramente, o precário investimento financeiro aos cientistas. Em meados do século XVII, surgiu o pensamento iluminista, em que os representantes dessa corrente filosófica acreditavam que a valorização da ciência é um importante passo para a conclusão da verdade. Nessa perspectiva, é inadiável o apoio do governo local aos estudantes e pesquisadores, porquanto irá melhorar o sistema de saúde da região e, nessa conjuntura, transmitir maior credibilidade aos indivíduos dependentes do avanço científico, dado que uma grande parcela da população não confia em informações retratadas por países do exterior. Desse modo, há primordialidade latente de traçar estratégias para um melhor desenvolvimento da ciência no Brasil.
Outrossim, é fulcral ressaltar a desvalorização do trabalho científico no Brasil. Diante disso, no que se relaciona à problemática, desde o período do Brasil Império, especificamente a Era Mauá, é nítido o desmerecimento ao setor industrial nacional. Nesse viés, o vínculo histórico que permanece até o momento hodierno, reflete diretamente na atual situação do país, o qual é considerado uma nação com um grande potencial de evolução, porém, se manter a mesma estrutura ultrapassada de anos atrás, não atingirá a evolução esperada. Dessa forma, condutas interventivas devem ser legitimadas a fim de atenuar o óbice.
Diante do exposto, é imprescindível a adoção de novas medidas para resolver o impasse. Logo, compete ao Estado, principal promotor da harmonia, junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, financiar construções de laboratórios com estrutura adequada para a realização de pesquisas nas principais instituições de estudos brasileiras, além de introduzir o Brasil no mercado industrial de ponta, por meio de verbas públicas e parcerias com empresas tecnológicas, com o intuito de melhorar o cenário da ciência no Brasil. Afinal, torna-se insustentável uma sociedade que adota medidas paliativas em vez de prevenir e curar seus males.